Política

Fecomércio-RN pede que Senado adie votação do fim da escala 6×1

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Federação do Comércio do RN se une a entidades para adiar votação da PEC que altera jornada de trabalho e fim da escala 6x1  |   BNews RN - Divulgação Reprodução
Lavínia Manso

por Lavínia Manso

Publicado em 31/08/2026, às 06h09



A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Norte (Fecomércio-RN) aderiu à mobilização nacional que pede ao Senado Federal que adie, para depois das eleições, a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A iniciativa reúne entidades dos setores de comércio, serviços e turismo, que defendem uma discussão mais ampla antes do avanço da matéria no Congresso Nacional.

A mobilização foi lançada neste fim de semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com federações e sindicatos do setor. As entidades argumentam que uma alteração geral na jornada pode gerar impactos diferentes conforme a atividade econômica e afetar especialmente empresas que funcionam durante seis ou sete dias por semana.

Segundo a CNC, micro e pequenas empresas estariam entre as mais afetadas por uma eventual mudança. A entidade aponta possíveis reflexos sobre os custos das empresas, as contratações, os preços de produtos e serviços e os níveis de informalidade no mercado de trabalho.

Entidades pedem estudos antes da mudança

A Confederação Nacional do CNC também relaciona a discussão ao cenário econômico atual, marcado, segundo a entidade, por juros elevados, restrições ao crédito e endividamento de empresas e famílias. Para o setor, uma mudança na jornada deve ser precedida por estudos que avaliem os efeitos econômicos e por um período de transição.

No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio-RN, Marcelo Queiroz, destacou que comércio, serviços e turismo possuem características específicas que precisam ser consideradas durante a análise da proposta.

A nossa defesa é pelo diálogo, pela negociação coletiva e por uma transição responsável. Trata-se de encontrar um equilíbrio que proteja o trabalhador, preserve as empresas e garanta empregos”, afirmou Marcelo Queiroz.

Negociação coletiva é defendida pelo setor

As entidades empresariais também defendem que a negociação coletiva continue sendo utilizada para estabelecer jornadas de trabalho de acordo com as características de cada atividade. Na avaliação da CNC, acordos entre empregadores e trabalhadores permitem adaptar as condições de trabalho às necessidades de diferentes setores e regiões.

A posição da Fecomércio-RN ocorre enquanto o Congresso Nacional discute propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. O movimento também acontece próximo às eleições, período em que as entidades querem evitar que a proposta avance sem uma análise mais abrangente de seus possíveis efeitos.

A mobilização nacional busca ampliar o debate antes de uma eventual votação no Senado Federal. Para as entidades, a mudança na escala de trabalho precisa considerar tanto a proteção aos trabalhadores quanto a capacidade de adaptação das empresas, especialmente as de menor porte.

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