Negócios
por José Nilton Jr.
Publicado em 11/02/2026, às 13h57
O valor da cesta básica em Natal apresentou uma queda expressiva de 6,03% ao longo de um ano e chegou a R$ 595,86 em janeiro de 2026, registrando a maior redução anual entre as 17 capitais brasileiras com séries históricas completas. No mesmo período, a capital potiguar passou a ocupar a terceira posição entre as cestas mais baratas do Brasil.
Na comparação mensal, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, houve uma leve redução de 0,22%, desempenho inferior apenas ao de São Luís e Teresina, que registraram quedas mais intensas no mesmo intervalo. O levantamento faz parte da Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta semana pela Conab em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Enquanto Natal apresentou recuo no preço, o estudo apontou aumento do custo da cesta básica em 24 capitais brasileiras no mesmo período, reforçando o comportamento atípico observado na capital potiguar.
Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, dez dos doze produtos que compõem a cesta básica em Natal tiveram redução de preços. O arroz liderou a queda, com recuo de 38,04%, seguido pelo tomate, que caiu 22,12%, e pelo açúcar cristal, com redução de 16,63%.
Também ficaram mais baratos a farinha de mandioca, o leite integral, o óleo de soja, o feijão carioca, a banana, a manteiga e a carne bovina de primeira. No acumulado de 12 meses, apenas o café em pó e o pão francês registraram aumento de preços.
Já na comparação entre dezembro e janeiro, oito produtos apresentaram queda, enquanto tomate, manteiga, feijão e pão francês tiveram alta pontual.
Com o valor atual, a cesta básica em Natal corresponde a 39,74% do salário mínimo de R$ 1.621, já descontados 7,5% da contribuição previdenciária. Em janeiro de 2026, um trabalhador que recebe o mínimo precisou trabalhar 80 horas e 52 minutos para adquirir os itens básicos.
Esse tempo representa uma melhora significativa em relação a dezembro de 2025, quando eram necessárias 86 horas e 32 minutos, e a janeiro de 2025, quando o trabalhador precisava dedicar 91 horas e 54 minutos de trabalho.
Segundo o Dieese, a redução no custo da cesta e no tempo de trabalho necessário para adquiri-la resulta em maior folga no orçamento familiar, permitindo mais espaço para gastos com saúde, transporte e lazer.
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