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Brasil atinge menor desemprego da história: taxa cai para 5,1% e renda bate recorde em 2025

Reprodução/Agência de notícias da indústria
Além da queda no desemprego, 2025 foi marcado também por outros recordes. A renda média mensal real dos trabalhadores chegou a R$ 3.560  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Agência de notícias da indústria
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 30/01/2026, às 13h07



O Brasil encerrou o último trimestre de dezembro com taxa de desemprego de 5,1%, o menor índice já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados nesta sexta-feira (30). 

No acumulado registrado no ano passado, a taxa média anual ficou em 5,6%, também a mais baixa da série histórica iniciada em 2012. Ao longo do ano, o número de pessoas ocupadas alcançou 103 milhões. 

Emprego cresce e renda alcança maior valor da série

Além da queda no desemprego, 2025 foi marcado também por recordes no mercado de trabalho. A renda média mensal real dos trabalhadores chegou a R$ 3.560, o maior valor já observado, com crescimento de 5,7% em relação a 2024, o equivalente a um aumento de R$ 192.

O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também atingiu o maior patamar da história, totalizando 38,9 milhões de pessoas, um acréscimo de cerca de 1 milhão em comparação ao ano anterior.

Indicadores detalhados de 2025

Na análise anual, os dados da Pnad Contínua mostram redução expressiva do número de desempregados, que caiu para 6,2 milhões de pessoas, cerca de 1 milhão a menos do que em 2024, uma retração de 14,5%.

Entre os demais grupos, o número de trabalhadores da iniciativa privada sem carteira assinada foi estimado em 13,8 milhões, com leve recuo de 0,8%. Já o contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,7 milhões, queda de 4,4% no período.

Por outro lado, o total de trabalhadores por conta própria chegou a 26,1 milhões, o maior já registrado pela pesquisa.

Como funciona a Pnad Contínua

A pesquisa do IBGE acompanha o mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, como trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e autônomos.

De acordo com a metodologia do instituto, só é considerada desempregada a pessoa que buscou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

O maior índice de desemprego da série foi de 14,9%, registrado nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia da covid-19.

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