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Cesta básica despenca em Natal e revela alívio inesperado no bolso do trabalhador

A evolução dos preços impacta diretamente o orçamento do trabalhador que recebe salário mínimo - Reprodução/ANF
A redução no valor da cesta básica no mês em questão foi puxada principalmente pelo barateamento do tomate, que caiu 23,2%  |   BNews RN - Divulgação A evolução dos preços impacta diretamente o orçamento do trabalhador que recebe salário mínimo - Reprodução/ANF
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 12/12/2025, às 17h15



No mês de novembro deste ano, o custo da cesta básica em Natal teve uma queda de 3,4% em relação a outubro, fechando o mês em R$ 591,38. A variação também foi negativa na comparação com novembro de 2024, registrando redução de 0,36%. No acumulado do ano, a retração chegou a 4,2%. O leventamento foi realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). 

A redução no mês foi puxada principalmente pelo barateamento do tomate, que caiu 23,2%. Outros itens também influenciaram a queda geral, entre eles arroz agulhinha, manteiga, açúcar cristal, leite integral, feijão carioca, café em pó, banana e pão francês. Apenas três produtos tiveram aumento no período, como óleo de soja e farinha de mandioca.

Ao mesmo tempo, alguns alimentos acumulam alta relevante nos últimos doze meses. O café em pó subiu 44,2%, seguido pela carne bovina de primeira, pão francês, óleo de soja e tomate. Em contrapartida, arroz, açúcar, feijão, leite, manteiga e banana apresentaram recuos expressivos.

Tendências do ano

A evolução dos preços impacta diretamente o orçamento do trabalhador que recebe salário mínimo na capital potiguar. Em novembro de 2025, quem ganha R$ 1.518 reais precisou trabalhar 85 horas e 43 minutos para comprar a cesta básica. Em outubro, essa carga era maior, chegando a 88 horas e 43 minutos.

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Na comparação com novembro de 2024, o tempo exigido era ainda mais alto. Com salário mínimo de R$ 1.412 reais, o trabalhador precisava de 92 horas e 29 minutos para adquirir os mesmos produtos essenciais.

Peso no orçamento

Quando considerado o salário mínimo líquido, após o desconto previdenciário, cerca de 42,12% da renda do trabalhador natalense precisou ser destinada à cesta básica em novembro de 2025. Em outubro do mesmo ano, o comprometimento chegava a 43,6%. No ano anterior, esse percentual alcançava 45,4%.

O comportamento dos preços demonstra que, apesar do alívio registrado em 2025, o orçamento das famílias ainda é fortemente pressionado por itens de consumo diário. O cenário evidencia a oscilação do custo de vida na capital e reforça a importância do monitoramento contínuo da cesta básica como indicador da realidade econômica local.

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