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Brasil bate recorde histórico e atinge maior número de contribuintes da Previdência

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Especialistas apontam que o crescimento do número de contribuintes está diretamente ligado ao avanço do mercado formal de trabalho  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Genyo
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 27/03/2026, às 13h49



No trimestre que finalizou em fevereiro deste ano, o Brasil registrou um marco histórico, com 66,8% da população ocupada contribuindo para algum sistema previdenciário, o equivalente a 68,196 milhões de trabalhadores amparados pela Previdência Social.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pnad Contínua, que acompanha o mercado de trabalho no país desde 2012.

Esse é o maior percentual já registrado na série histórica. Apesar disso, em números absolutos, o mês de dezembro de 2025 teve um total ligeiramente maior de contribuintes, com 68,496 milhões, o que representava 66,5% dos ocupados na época.

Avanço puxado pelo emprego formal

Especialistas apontam que o crescimento está diretamente ligado ao avanço do mercado formal de trabalho. O economista Rodolpho Tobler, da FGV, destaca que a recuperação dos empregos com carteira assinada tem papel central nesse cenário.

De acordo com o IBGE, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,2 milhões no trimestre encerrado em fevereiro, mantendo estabilidade em relação aos períodos anteriores.

Para o economista, empregos formais tendem a oferecer melhores salários e maior produtividade, fatores que contribuem diretamente para o aumento das contribuições previdenciárias.

Salários em alta e impacto futuro

A pesquisa também apontou um recorde no rendimento médio mensal dos trabalhadores, que atingiu R$ 3.679, já descontada a inflação. O valor representa alta de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação anual.

O aumento da base de contribuintes é visto como positivo diante do envelhecimento da população brasileira, já que fortalece o sistema previdenciário no médio e longo prazo.

Historicamente, o Brasil mantém uma taxa de contribuição acima de 60%, sendo o menor índice registrado de 61,9%, no trimestre encerrado em maio de 2012. A expectativa é de que o indicador continue crescendo, caso a economia mantenha ritmo de expansão.

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