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Desemprego despenca a 5,4% e Brasil bate recordes históricos de renda e carteira assinada

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Taxa de desemprego no Brasil atinge 5,4%, a menor desde 2012, refletindo a recuperação do mercado de trabalho  |   BNews RN - Divulgação Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 28/11/2025, às 13h13



O Brasil alcançou no trimestre encerrado em outubro a menor taxa de desemprego da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), iniciada em 2012. O índice caiu para 5,4%, resultado que confirma o avanço do mercado de trabalho e o fortalecimento da ocupação no país.

O período também marcou recordes no número de pessoas empregadas com carteira assinada e no rendimento médio do trabalhador, dois indicadores que reforçam a recuperação econômica. Os dados foram divulgados nesta sexta, 28, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

Em relação ao trimestre anterior, encerrado em setembro, quando a taxa estava em 5,6%, houve nova queda. No mesmo período de 2024, o desemprego era de 6,2%. A maior taxa já registrada pelo IBGE foi de 14,9%, anotada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia.

Recordes de ocupação

O número de desocupados recuou para 5,910 milhões de pessoas, o menor contingente da série do instituto. Isso representa uma queda de 11,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o equivalente a 788 mil pessoas a menos procurando emprego.

O total de trabalhadores com carteira assinada chegou a 39,182 milhões, novo recorde da pesquisa. O rendimento médio também atingiu o maior valor já registrado, alcançando R$ 3.528.

O levantamento considera todas as formas de ocupação para pessoas com 14 anos ou mais, com ou sem carteira assinada, temporárias ou por conta própria. Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à entrevista. O estudo é realizado em 211 mil domicílios distribuídos por todos os estados e o Distrito Federal.

Indicadores complementares

A divulgação da Pnad veio um dia após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) confirmar o bom momento do mercado formal. O CAGED, elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, registrou saldo positivo de 85,1 mil vagas em outubro.

Nos últimos 12 meses, o país acumulou 1,35 milhão de novos postos com carteira assinada, reforçando a tendência de melhoria no cenário de emprego e renda.

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