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Publicado em 29/04/2026, às 08h53 Malu Machado
O município de Angicos, na região Central do Rio Grande do Norte, pode se tornar o novo protagonista da mineração no estado.
A empresa Amason Resource Group do Brasil Ltda., vinculada a capital chinês, oficializou o pedido de licença prévia para realizar pesquisas minerais com foco na scheelita - minério de onde se extrai o tungstênio, metal altamente valorizado no mercado internacional.
Os pedidos de pesquisa abrangem áreas como o Sítio Bom Fim e as fazendas Arizona, Patachoca e Santa Clara. O objetivo desta fase é realizar levantamentos geológicos e testes técnicos para medir o potencial econômico das jazidas antes de iniciar a exploração comercial.
O interesse por Angicos não é por acaso. O tungstênio possui o maior ponto de fusão entre todos os metais e extrema resistência, sendo indispensável para:
Atualmente, a China domina a produção mundial e tem restringido exportações, o que faz o mercado global buscar reservas alternativas em países com tradição mineral, como o Brasil.
O Rio Grande do Norte viveu um "ciclo de ouro" da scheelita entre as décadas de 40 e 80, especialmente no Seridó. Cidades como Currais Novos floresceram, mas o setor entrou em colapso quando a produção chinesa inundou o mercado com preços baixos.
Agora, a combinação de alta demanda, preços atrativos e novas técnicas de prospecção coloca o RN novamente no radar.
Embora o avanço dependa de licenças ambientais, a Agência Nacional de Mineração (ANM) já concedeu o alvará de pesquisa. Para o estado, a reativação desse setor significa:
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
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Notebook Poderoso
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