Negócios
A recente alta no preço do diesel está impactando tanto motoristas quanto agricultores no Rio Grande do Norte, levando a FAERN a expressar preocupação com os efeitos sobre a produção agropecuária no estado.
O diesel é crucial para várias etapas da produção agrícola, e o aumento dos preços tem elevado os custos e reduzido as margens de lucro, especialmente em setores que dependem fortemente de logística e energia.
Em resposta, o Governo Federal já zerou as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o diesel, e a FAERN solicitou ao Governo do Estado a redução ou suspensão temporária do ICMS sobre o combustível para aliviar os custos do setor.
Alta do diesel está afetando não apenas o consumidor final, os motoristas, mas também os agricultores. Por isso, nesta quarta-feira (01) a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (FAERN) manifestou preocupação com a recente alta nos preços do combustível e seus impactos sobre a produção agropecuária no estado.
Segundo a entidade, o diesel é um insumo essencial para o setor, utilizado em diversas etapas da atividade produtiva, como preparo do solo, irrigação e transporte.
A alta dos preços tem pressionado os custos de produção e reduzido as margens dos produtores, especialmente em cadeias mais dependentes de logística e energia.
Segundo a federação, o Governo Federal já adotou medidas para conter esses impactos, com a zeragem das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o diesel, reduzindo a carga tributária na esfera federal.
Por isso, nesta semana, a FAERN encaminhou ofício ao Governo do Estado solicitando a avaliação da redução ou suspensão temporária do ICMS sobre o combustível, como forma de complementar o esforço já realizado e ampliar o alívio sobre os custos do setor.
Para o presidente da FAERN, José Álvares Vieira, a medida pode ter efeito direto sobre a atividade no campo:
Estamos diante de um aumento de custos que foge ao controle do produtor. A desoneração federal foi um passo importante, e entendemos que medidas complementares, em caráter emergencial, podem ajudar a preservar a produção e evitar impactos mais amplos sobre o abastecimento”, informou.
A entidade ainda ressaltou que a proposta deve ser analisada considerando o equilíbrio fiscal do Estado, mas defende que o momento exige coordenação entre os entes federativos para garantir maior previsibilidade e reduzir custos logísticos e produtivos.
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