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O lançamento do foguete Hanbit-Nano, programado para ser o primeiro voo comercial a partir de uma base brasileira, foi adiado para o dia 19 de dezembro devido a uma falha técnica identificada durante a inspeção final do veículo no Centro de Lançamento de Alcântara.
A empresa Innospace, responsável pela missão, explicou que a troca de componentes é necessária para garantir a segurança e confiabilidade do lançamento, que ainda pode ocorrer entre os dias 16 e 22 de dezembro.
Com 21,8 metros de comprimento e capacidade para levar oito cargas úteis ao espaço, o Hanbit-Nano representa um avanço estratégico para o Brasil no mercado global de lançamentos espaciais e consolida Alcântara como um polo de inovação no setor.
O lançamento do foguete Hanbit-Nano, que faria história como o primeiro voo comercial a partir de uma base brasileira, foi adiado para a próxima sexta-feira (19), às 15h45. A operação estava prevista para esta quarta-feira (17), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, mas foi remarcada após a identificação de uma falha técnica durante a inspeção final do veículo.
A empresa sul-coreana Innospace, responsável pela missão, informou que o adiamento foi necessário para permitir a substituição de componentes após a detecção de uma anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema de suprimento de oxidante do primeiro estágio do foguete.
A medida, segundo a companhia, garante maior segurança e confiabilidade ao lançamento. A Força Aérea Brasileira (FAB), que opera o CLA, confirmou a mudança na data e destacou que a janela de lançamento permanece aberta entre os dias 16 e 22 de dezembro.
Marco para o Programa Espacial Brasileiro
Com 21,8 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e cerca de 20 toneladas, o Hanbit-Nano levará oito cargas úteis ao espaço, sendo cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais. O objetivo é colocá-los em órbita baixa da Terra, a aproximadamente 300 quilômetros de altitude, com inclinação de 40 graus.
O foguete utiliza um sistema de propulsão híbrido, combinando combustível sólido e líquido.
A missão, batizada de Operação Spaceward, envolve cerca de 400 profissionais, entre militares e civis brasileiros e técnicos sul-coreanos. Para a FAB, o lançamento representa um avanço estratégico para o país.
Segundo o diretor do CLA, coronel aviador Clóvis Martins de Souza, o voo simboliza a entrada definitiva do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.
O chefe da Divisão de Operações do CLA, major engenheiro Robson Coelho de Oliveira, reforçou que o projeto demonstra a maturidade técnica alcançada pelo país e consolida Alcântara como um polo estratégico para investimentos e inovação no setor espacial.
Caso as condições técnicas sejam confirmadas, o lançamento de sexta-feira marcará um novo capítulo para o Programa Espacial Brasileiro e para a utilização comercial do território nacional em missões orbitais.
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