Geral

UPPs no Rio provocaram expansão nacional do Comando Vermelho, aponta Abin

Mapeamentos conduzidos pela Abin indicam que, ao longo de dez anos, o Comando Vermelho consolidou presença em praticamente todo o Brasil - Reprodução/Gov-RJ
Também foi afirmado pela a Abin que a presença das UPPs nas favelas fluminenses forçou lideranças da facção a deixar o estado  |   BNews RN - Divulgação Mapeamentos conduzidos pela Abin indicam que, ao longo de dez anos, o Comando Vermelho consolidou presença em praticamente todo o Brasil - Reprodução/Gov-RJ
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 07/11/2025, às 16h20



De acordo com Pedro de Souza Mesquita, coordenador Geral de Análise de Conjuntura Nacional da Agência Brasileira de Inteligência, a forma como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) foram implantadas no Rio de Janeiro contribuiu para o espalhamento do Comando Vermelho em outras regiões do Brasil. 

Mesquita apresentou, na última quinta-feira (6), o diagnóstico à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. Ele também afirmou que a presença das UPPs nas favelas fluminenses forçou lideranças da facção a deixar o estado. O movimento, de acordo com ele, desencadeou um processo de migração e reorganização do grupo criminoso em outras partes do Brasil.

Facção se espalhou por quase todo o país

O avanço começou no ano de 2013 e atingiu seu pico em 2024. Nesse período, a facção passou a atuar com força em estados como Pará, Rondônia, Tocantins e Santa Catarina. Mesmo assim, o Rio continua sendo uma área estratégica para o grupo.

Mapeamentos conduzidos pela Abin indicam que, ao longo de dez anos, o Comando Vermelho consolidou presença em praticamente todo o Brasil. Atualmente, só não aparece como principal organização criminosa em Roraima e Amapá, embora tenha células ativas em diversos estados.

Leia também

A expansão também contou com alianças com grupos regionais que buscavam apoio logístico para o tráfico de drogas e armas. O coordenador destacou que a estrutura descentralizada do CV facilitou essa articulação.

Enquanto isso, PCC avança além das fronteiras

Durante a mesma sessão, Mesquita destacou que o PCC segue trajetória diferente. Enquanto o CV se nacionaliza, a facção paulista ampliou sua presença internacional e, segundo ele, é hoje o maior caso de criminalidade transnacional ligado ao Brasil.

O crescimento internacional começou a ganhar força em 2016. Dois anos depois, a facção já recrutava integrantes que falassem espanhol para atuar em outros países. Naquele momento, estava presente em 11 nações.

Atualmente, o PCC opera em 28 países e conta com mais de 2 mil integrantes fora do Brasil. Para a Abin, o avanço representa risco direto à imagem e à segurança nacional.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating