Polícia

Nove chefes do tráfico estão entre os mortos em megaoperação no Rio, dizem autoridades

A morte dos líderes provocou reação imediata fora do Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil
A lista em questão revela a amplitude da megaoperação realizada no RJ e o impacto direto sobre o comando nacional do Comando Vermelho  |   BNews RN - Divulgação A morte dos líderes provocou reação imediata fora do Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 31/10/2025, às 15h58



Pelo menos nove chefes do tráfico de drogas estão entre os 117 suspeitos mortos durante a megaoperação realizada na última terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo governo do estado do RJ, após a identificação de parte dos corpos.

De acordo com as autoridades, a ação teve como alvo integrantes do Comando Vermelho, que atua em diferentes estados do país. Dos 99 mortos já identificados, 78 possuíam antecedentes criminais e 42 tinham mandados de prisão em aberto. Nenhum dos líderes mortos é natural do Rio de Janeiro.

Ainda segundo as investigações, todos eles mantinham forte ligação com o comando da facção no território fluminense, de onde partiam ordens e diretrizes para o tráfico em diversas regiões do país.

Mortes atingem o alto escalão do Comando Vermelho

Os nomes confirmados entre os mortos incluem PP, dirigente do tráfico no Pará; Chico Rato e Gringo, chefes em Manaus (AM); Mazola, responsável por Feira de Santana (BA); DG e FB, também da Bahia; Fernando Henrique dos Santos, de Goiás; Rodinha, de Goiânia (GO); e Russo, líder em Vitória (ES).

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A lista em questão revela a amplitude da operação e o impacto direto sobre o comando nacional do Comando Vermelho. De acordo com o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, todas as determinações do grupo para outros estados partem dos complexos da Penha e do Alemão. 

Repercussão nacional e reforço nas fronteiras

A morte dos líderes provocou reação imediata fora do Rio de Janeiro. Países como Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai anunciaram o reforço de suas fronteiras para impedir a fuga de criminosos brasileiros.

A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, divulgou que determinou o envio de tropas federais à divisa com o Brasil como medida preventiva. Ela também orientou que haja troca de informações com as autoridades policiais brasileiras e paraguaias para coordenar ações conjuntas.

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