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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) um acordo de cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano. A trégua está prevista para começar ainda hoje, às 18h (horário de Brasília), após articulação envolvendo líderes das duas nações.
Segundo Trump, o entendimento foi alcançado após conversas diretas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A proposta busca abrir caminho para negociações mais amplas e reduzir a escalada de violência na região.
Apesar do anúncio, autoridades de Israel ainda não confirmaram oficialmente o acordo. Informações indicam que o gabinete de segurança do país se reuniu para discutir os termos da possível pausa nos combates.
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Um dos principais pontos de incerteza envolve o Hezbollah. Representantes do grupo afirmaram que irão respeitar o cessar-fogo apenas se não houver novos ataques por parte das forças israelenses, condicionando a adesão à interrupção total das hostilidades.
A declaração reforça o clima de desconfiança em torno do acordo, especialmente diante do histórico recente de violações de tréguas na região. O grupo também mantém posição contrária a negociações diretas com o governo israelense.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, celebrou o anúncio e agradeceu aos países envolvidos na mediação. Já Trump afirmou que pretende convidar os líderes de ambos os países para reuniões na Casa Branca, com o objetivo de avançar em um acordo de paz mais duradouro.
Nos bastidores, a trégua também está ligada a pressões regionais, incluindo exigências do Irã para continuidade de negociações com os Estados Unidos. Ainda assim, a ausência de confirmação oficial por parte de Israel e as condições impostas por grupos armados mantêm o cenário de instabilidade.
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