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Tanorexia: conheça o perigoso distúrbio da imagem que transforma o verão em risco de vida

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A busca pelo bronzeado perfeito pode se tornar uma compulsão perigosa chamada tanorexia, afetando principalmente mulheres jovens  |   BNews RN - Divulgação Reprodução

Publicado em 08/01/2026, às 10h18   Malu Machado



Com a chegada do verão, a busca pelo bronzeado ideal pode se transformar em uma compulsão perigosa conhecida como tanorexia, um transtorno psiquiátrico que afeta principalmente mulheres jovens, levando-as a se expor excessivamente ao sol ou a câmaras de bronzeamento, mesmo quando já estão bronzeadas.

Esse vício pode resultar em sérias consequências para a saúde, incluindo um aumento significativo no risco de câncer de pele, danos físicos como queimaduras e envelhecimento precoce, além de sintomas de ansiedade relacionados à abstinência da exposição ao sol.

O diagnóstico da tanorexia é clínico e envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo psicoterapia e acompanhamento dermatológico, sendo essencial buscar ajuda médica ao notar sinais de compulsão ou lesões na pele que não cicatrizam.

Resumo gerado por IA

Com a chegada do verão, a busca pelo bronzeado perfeito ganha força, mas, para algumas pessoas, esse desejo ultrapassa o limite da estética e se torna uma compulsão perigosa: a Tanorexia.

Definida como um transtorno psiquiátrico de imagem, a tanorexia é caracterizada pelo vício em estar bronzeado. Mesmo com a pele já em um tom escuro, o indivíduo (em sua maioria, mulheres jovens entre 20 e 30 anos) se enxerga mais pálido do que realmente está.

Essa distorção da imagem corporal alimenta a necessidade de se expor cada vez mais ao sol ou a câmaras de bronzeamento artificial, ignorando os riscos.

Por que é um vicío perigoso?

A tanorexia é comparada a outros transtornos dismórficos, como a anorexia, e traz consigo graves consequências para a saúde física e mental:

  • Aumento do risco de câncer de pele: a exposição excessiva à radiação UV (seja do sol ou, principalmente, de câmaras de bronzeamento) é o principal fator de risco. O uso de bronzeamento artificial, por exemplo, aumenta em cerca de 75% o risco de desenvolver melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
  • Danos na pele: a compulsão leva a queimaduras, envelhecimento precoce, manchas, bolhas e infecções.
  • Dependência e abstinência: a exposição solar está ligada à liberação de endorfinas. Isso significa que a ausência do bronzeamento pode gerar sintomas de ansiedade e abstinência no indivíduo, reforçando o ciclo do vício.

Como a Tanorexia é diagnosticada e tratada?

Por ser um transtorno de investigação relativamente recente, o diagnóstico da tanorexia é essencialmente clínico e feito por um médico dermatologista ou psiquiatra.

Um dos sinais de alerta é a repetição da exposição, mesmo após sofrer queimaduras intensas ou ser alertado sobre os riscos. O diagnóstico e tratamento envolvem uma abordagem multidisciplinar:

  • Psicoterapia: crucial para lidar com a distorção da imagem corporal e com a compulsão.
  • Terapia comportamental: ajuda o paciente a mudar os hábitos e a reduzir a exposição.
  • Acompanhamento médico: o dermatologista trata os danos físicos da pele, como lesões e o risco de câncer.

ALERTA

Em casos de suspeita de tanorexia ou qualquer lesão de pele que não cicatrize (regra do ABCDE: Assimetria, Bordas irregulares, Cor variada, Diâmetro e Evolução), a recomendação é procurar um dermatologista imediatamente.

Classificação Indicativa: Livre

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