Geral

Sem salário e sem comida: greve escancara crise em hospital da Grande Natal

Reprodução/Sindsaúde
A situação agrava ainda mais as condições de trabalho dentro do hospital, gerando preocupação entre funcionários e usuários do serviço público  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Sindsaúde
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 28/01/2026, às 16h18



Na tarde desta quarta-feira (28), representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) estiveram no Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu, para prestar apoio aos trabalhadores terceirizados da empresa JMT, que estão em greve por falta de pagamento.

A paralisação acontece por causa do atraso de salários, vale alimentação, férias e décimo terceiro, situação que vem se arrastando há meses. De acordo com os trabalhadores, mesmo após cumprirem suas funções regularmente, os valores não foram repassados.

Durante a visita, o sindicato ouviu relatos dos profissionais e reforçou a cobrança por uma solução imediata, destacando o impacto direto da greve no funcionamento da unidade hospitalar.

Impasse entre empresa e Governo do Estado

De acordo com o Sindsaúde, A JMT alega que os atrasos são consequência da falta de repasses financeiros por parte do Governo do Estado. Já a gestão estadual, comandada pela governadora Fátima Bezerra (PT), afirma que os pagamentos estão sendo realizados dentro do prazo legal previsto em contrato.

Enquanto o impasse persiste, os trabalhadores terceirizados seguem sem receber e os efeitos da paralisação atingem também os demais servidores do hospital. A distribuição de refeições aos profissionais foi suspensa, obrigando equipes inteiras a trabalhar sem alimentação adequada.

A situação agrava ainda mais as condições de trabalho dentro da unidade, gerando preocupação entre funcionários e usuários do serviço público de saúde.

Sindicato cobra solução imediata

O diretor do Sindsaúde/RN, Paulo Martins, criticou a demora na resolução do problema e reforçou a urgência de uma resposta por parte do Estado e da empresa terceirizada.

Segundo ele, os trabalhadores enfrentam um cenário de abandono. “Já são dez meses sem vale alimentação, além do décimo terceiro e do salário de dezembro em atraso. É uma situação insustentável”, afirmou.

Paulo Martins destacou ainda que a mobilização continuará enquanto os direitos não forem garantidos. “Sem salário, sem trabalho. Os servidores precisam receber para sobreviver”, concluiu.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating