Cidades
Trabalhadores terceirizados de hospitais estaduais em Mossoró iniciaram uma greve por tempo indeterminado devido ao atraso no pagamento de salários e benefícios, afetando diretamente três unidades de saúde da cidade.
Os funcionários da empresa JMT Service reivindicam o pagamento do salário de dezembro e a regularização de benefícios, com a situação se arrastando por semanas sem resposta da empresa ou da Secretaria de Saúde.
Com a paralisação, a alimentação para acompanhantes de pacientes e servidores será suspensa, enquanto os trabalhadores permanecem mobilizados aguardando uma solução oficial para retomar os serviços.
Trabalhadores terceirizados que atuam em hospitais estaduais de Mossoró iniciaram, na manhã desta terça-feira (20), uma greve por tempo indeterminado. A paralisação começou às 7h e envolve funcionários da empresa JMT Service que prestam serviços em três importantes unidades de saúde da cidade.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Setor da Saúde de Mossoró (Sintrahpam), o movimento afeta diretamente o Hospital Regional Tarcísio Maia, o Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia e o Hospital Rafael Fernandes.
A principal motivação é o atraso no pagamento de salários e benefícios por parte da empresa contratada pelo Governo do Estado.
Atrasos salariais e benefícios motivam paralisação
De acordo com o sindicato, os trabalhadores cobram o pagamento do salário referente ao mês de dezembro, além da regularização de benefícios que também estão em atraso.
A situação, segundo a entidade, se arrasta há semanas e não houve retorno oficial por parte da empresa nem da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).
Reinvidicações dos trabalhadores
- Pagamento do salário de dezembro
- Regularização do cartão-alimentação
- Pagamento do tíquete-refeição
- Quitação do décimo terceiro salário das merendeiras
Merendeiras contratadas pela JMT Service relatam, ainda, que o décimo terceiro salário não foi pago, ampliando a insatisfação da categoria e fortalecendo a adesão à greve.
Alimentação de acompanhantes e servidores será suspensa
Com a paralisação, um dos impactos imediatos será a suspensão da alimentação destinada a acompanhantes de pacientes e a servidores das unidades hospitalares atingidas. O serviço permanecerá interrompido enquanto não houver regularização dos pagamentos em atraso.
O Sintrahpam alerta que a situação compromete o funcionamento cotidiano dos hospitais e reforça a urgência de uma solução por parte do poder público e da empresa responsável pelos contratos.
Hospitais e governo foram avisados previamente
Ainda conforme o sindicato, as direções dos hospitais foram comunicadas com antecedência sobre a possibilidade de greve. A entidade afirma que buscou diálogo antes da paralisação, mas não obteve retorno das autoridades responsáveis.
Encaminhamos documentação desde a semana passada aos hospitais regionais, incluindo o Hospital Regional Tarcísio Maia, o Hospital da Mulher e o Hospital Rafael Fernandes, informando que haveria paralisação caso a situação não fosse revista. No entanto, não obtivemos resposta nem por parte da Sesap nem da JMT”, afirmou o líder sindical Adjackson Carvalho.
Greve segue por tempo indeterminado
Sem previsão de negociação ou pagamento, o movimento paredista segue por tempo indeterminado. O Sintrahpam informa que os trabalhadores permanecem mobilizados e aguardam uma posição oficial da empresa JMT Service e do Governo do Estado para que os serviços possam ser retomados.
Enquanto isso, a paralisação reforça o debate sobre a situação dos contratos terceirizados na área da saúde e os impactos diretos que atrasos trabalhistas provocam no funcionamento das unidades hospitalares e no atendimento à população.
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