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RN tem 2º maior índice de obesidade do país; especialista explica quando canetas podem ser usadas

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O cenário reforça a importância do acompanhamento da obesidade como parte da prevenção de problemas cardiovasculares  |   BNews RN - Divulgação Divulgação
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 23/09/2026, às 15h32



O Rio Grande do Norte aparece entre os estados brasileiros com maior proporção de pessoas com obesidade. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério da Saúde, referentes a 2025, apontam que 42% da população potiguar apresenta algum grau de obesidade, colocando o estado na segunda posição do ranking nacional citado no levantamento.

O excesso de peso está associado a uma série de fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão, alterações no colesterol, diabetes tipo 2 e resistência à insulina. Segundo dados citados pela Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (Socergs), doenças cardíacas estão entre as principais complicações relacionadas ao excesso de peso.

O cenário reforça a importância do acompanhamento da obesidade como parte da prevenção de problemas cardiovasculares. Entre os tratamentos atualmente utilizados estão medicamentos como semaglutida e tirzepatida, conhecidos popularmente como "canetas para emagrecimento".

Medicamentos exigem acompanhamento profissional

De acordo com a professora de Nutrição Eva Andrade, da Estácio, esses medicamentos não devem ser encarados apenas como recursos voltados à estética. Segundo ela, fazem parte de uma estratégia terapêutica para uma doença crônica e precisam ser utilizados com prescrição e acompanhamento de profissionais de saúde.

As substâncias atuam em mecanismos relacionados à fome, à saciedade e ao controle do apetite, podendo contribuir para a redução da ingestão alimentar e, consequentemente, para a perda de peso.

A especialista também destaca que estudos clínicos com determinados medicamentos, como a semaglutida, identificaram redução de eventos cardiovasculares em grupos específicos de pacientes considerados de alto risco. Os resultados, porém, não devem ser generalizados para todas as pessoas que utilizam essas medicações.

Perda de peso não depende apenas de remédios

O tratamento da obesidade envolve uma combinação de estratégias. A orientação nutricional inclui alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono adequado e acompanhamento médico e nutricional.

A adoção conjunta dessas medidas também pode contribuir para a preservação da massa muscular, adequação da ingestão de nutrientes e construção de hábitos sustentáveis ao longo do tempo.

O acompanhamento profissional permite avaliar a resposta ao tratamento, realizar ajustes quando necessário e identificar eventuais efeitos adversos. A estratégia deve considerar as características e necessidades individuais de cada paciente.

Obesidade pode afetar diferentes funções do organismo

A obesidade está relacionada a alterações metabólicas capazes de comprometer a saúde cardiovascular. Entre elas estão o aumento da pressão arterial, alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

O excesso de gordura corporal também pode estar associado a processos inflamatórios crônicos. A combinação desses fatores aumenta o risco de desenvolvimento de complicações cardiovasculares.

Mesmo uma redução moderada do peso corporal pode trazer benefícios metabólicos para determinados pacientes. Além de acompanhar a perda de peso, o tratamento busca melhorar indicadores como pressão arterial, glicemia e níveis de triglicerídeos, contribuindo para a qualidade de vida e para a redução de fatores de risco.

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