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Risco de morte: Anvisa e conselhos de saúde assinam carta de alerta sobre uso de canetas emagrecedoras

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Agência Nacional de Vigilância Sanitária une forças para frear uso irregular de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, as canetas emagrecedoras  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 16/04/2026, às 11h40   Malu Machado



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uniu forças com os conselhos federais de Medicina (CFM), Odontologia (CFO) e Farmácia (CFF) para frear o uso indiscriminado e irregular dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, as populares “canetas emagrecedoras”. 

As instituições assinaram uma carta de intenção para promover o uso racional dessas substâncias e combater o mercado clandestino que coloca a vida de pacientes em risco.

O plano de ação inclui o incentivo à prescrição responsável e campanhas de orientação. A preocupação central é o uso desses fármacos, originalmente indicados para diabetes e obesidade crônica, em contextos meramente estéticos e sem acompanhamento especializado.

Risco de pancreatite e apreensões

A Anvisa reforçou um alerta gravíssimo: o uso indevido de substâncias como semaglutida, liraglutida e tirzepatida pode causar pancreatite aguda, em formas que podem ser necrotizantes e fatais. O monitoramento médico é indispensável para evitar eventos adversos graves.

Além do risco clínico, a agência determinou a apreensão imediata de dois produtos irregulares: Gluconex e Tirzedral. Esses itens não possuem registro, têm origem desconhecida e não oferecem qualquer garantia de conteúdo. 

Em paralelo, a Polícia Civil interceptou no Rio de Janeiro um ônibus vindo do Paraguai com mais de mil frascos de canetas emagrecedoras e anabolizantes contrabandeados. Um casal foi preso em flagrante.

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Grupos de trabalho

Ainda esta semana, serão criados grupos de trabalho para acompanhar a implementação de novas normas de segurança. Um dos grupos terá caráter estratégico e outro será técnico, focado na discussão qualificada sobre os medicamentos entre os conselhos profissionais.

A orientação para o consumidor é clara: não utilize medicamentos sem registro na Anvisa e nunca inicie o tratamento com canetas injetáveis sem prescrição e acompanhamento de um profissional habilitado.

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