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Canetas emagrecedoras podem ficar mais baratas após decisão judicial; veja

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Com a patente da semaglutida barrada, o mercado pode receber novos concorrentes, e as canetas ficarem mais baratas mas a regulamentação complicam a entrada.  |   BNews RN - Divulgação Imagem: Divulgação

Publicado em 03/01/2026, às 18h17   Mayane Lins



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, não pode ser estendida além de 2026, permitindo a entrada de canetas emagrecedoras genéricas no mercado e potencialmente reduzindo os preços.

A decisão do STJ, que alinha-se ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, abre espaço para concorrentes, mas a complexidade dos medicamentos biológicos e os altos custos de desenvolvimento de biossimilares podem atrasar a chegada de genéricos.

Além disso, a regulação de preços no Brasil, influenciada por mecanismos institucionais e contratos do Sistema Único de Saúde, pode limitar a pressão imediata sobre os preços, tornando a queda mais lenta do que o esperado.

Resumo gerado por IA

As canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro, podem diminuir o preço. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vetou em dezembro de 2025, a patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Isso significa, que agora há a possibilidade de canetas emagreceodras genéricas, que gera a expectativa na queda dos preços.

STJ manteve o entendimento de que a proteção da patente não pode ultrapassar 20 anos. Isso barra as tentativas da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk de estender a exclusividade do Ozempic para além de março de 2026. A decisão reforça o posicionamento já adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e abre caminho, em tese, para a entrada de concorrentes no mercado dentro de alguns meses.

Embora esse entendimento seja um avanço, não significa que genéricos cheguem rápido.

Por que pode demorar?

No caso das canetas emagrecedoras, o desafio é ainda maior porque se trata de medicamentos biológicos ou de alta complexidade, como os à base de semaglutida. Diferente dos remédios químicos tradicionais, esses produtos dependem do desenvolvimento de biossimilares. Eles exigem investimentos elevados, prazos longos e uma estrutura técnica complexa.

E mesmo com o vencimento da patente, foram poucos laboratórios que no curto prazo, conseguiram cumprir todas as exigencias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para lançar rapidamente um concorrente genérico.

Esse processo envolve teste rogorosos e demorados, para que seja possível comprovar a eficácia do medicamento, o que limita a entrada de novos concorrentes e reduz a pressão imediata sobre os preços. Ou seja, não vai ser ‘da noite para o dia’ que o acesso às canetas emagrecedoras vai se popularizar.

O papel do SUS e da regulação de preços

Outro fator que ajuda a explicar por que a queda de preços tende a ser lenta está na própria estrutura do mercado farmacêutico brasileiro.

A formação de preços é influenciada por mecanismos institucionais, como a regulação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), além das estratégias de compras públicas e dos contratos de médio e longo prazo firmados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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