Geral
Os reservatórios de água do Rio Grande do Norte iniciaram o mês de novembro com um volume equivalente a 44,27% de sua capacidade total de armazenamento, totalizando aproximadamente 2,289 bilhões de metros cúbicos de água represados. Os dados fazem parte do mais recente relatório técnico divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), baseado nas medições coletadas entre o fim de outubro e o início de novembro.
O índice atual demonstra uma discreta recuperação de dois pontos percentuais em comparação ao mesmo período de 2025, ocasião em que os mananciais potiguares registravam 42,27% de preenchimento. Contudo, o montante hídrico estocado ainda permanece distante dos patamares observados nos anos anteriores, ficando abaixo dos registros de novembro de 2023, quando o estado marcava 54,09%, e de 2024, ano em que o volume atingiu expressivos 67,17% da capacidade global.
O cenário hídrico nas principais bacias do território potiguar apresenta variações relevantes entre as diferentes regiões e calhas de rios.
Armando Ribeiro Gonçalves: maior manancial hídrico do estado, situado em Assú, opera com 35,65% do volume total, somando 845,96 milhões de metros cúbicos armazenados de uma capacidade de 2,373 bilhões.
Barragem de Oiticica: estrutura estratégica localizada no município de Jucurutu apresenta situação mais confortável, acumulando 459,48 milhões de metros cúbicos, o que representa 67,23% do limite.
Santa Cruz do Apodi: reservatório mantém quadro favorável no Médio Oeste, operando com 66,32% de sua cota de retenção.
Açude Umarí: manancial sediado em Upanema registra 55,05% da capacidade máxima no início deste mês.
Em contraste com os grandes barramentos, a estiagem prolongada castiga açudes de médio porte e acende o sinal de alerta para o abastecimento em municípios do interior.
Mananciais completamente secos: relatório oficial identificou quatro reservatórios com volume zerado no estado, sendo o açude Itans e o Mundo Novo, em Caicó; o açude Dourado, em Currais Novos; e a barragem Passagem das Traíras, em São José do Seridó.
Níveis em estado crítico: medições apontam o açude Esguicho, em Ouro Branco, com apenas 3,76% do volume, seguido pelo Boqueirão de Parelhas, com 6,52%, e o Sabugi, em São João do Sabugi, marcando 6,84%.
Volume baixo na Grande Natal e no Vale: reservatório Tabatinga, localizado em Macaíba, registra 13,07% da capacidade, enquanto o açude Pataxó, em Ipanguaçu, contabiliza 17,98%.
O monitoramento contínuo dos mananciais segue como prioridade para os órgãos de gestão hídrica, que avaliam a vazão liberada e planejam medidas de segurança para assegurar a perenidade das bacias até a chegada da próxima estação chuvosa. A disparidade entre os polos reforça a necessidade de uso racional da água e atenção redobrada nas cidades abastecidas por açudes que entraram no volume morto ou estão sem recarga hídrica.
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