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Publicado em 03/12/2025, às 22h13 Bruna Souza
A ascensão dos carros elétricos trouxe também uma preocupação comum, a exposição à radiação, já que motoristas e passageiros viajam sentados sobre grandes conjuntos de baterias.
Um novo estudo detalhado, encomendado pelo escritório federal alemão de proteção contra fadiação e realizado pelo clube automotivo ADAC, trouxe respostas tranquilizadoras.
A conclusão é clara, carros elétricos não são câmaras ocultas de radiação. A pesquisa revelou que os modelos são expostos a níveis muito baixos de campos eletromagnéticos, como explica o Estadão.
A metodologia do estudo envolveu a instalação de dez sensores em um boneco de assento, medindo a intensidade dos campos magnéticos em diversas situações de uso, como condução e recarga.
Durante os testes em movimento, os pesquisadores da ADAC registraram alguns picos breves de campo magnético. Tais picos ocorreram especificamente em momentos de forte aceleração ou frenagens intensas, sendo considerados normais em veículos que utilizam sistemas de alta voltagem.
No entanto, os valores se mantiveram significativamente distantes dos limites considerados prejudiciais à saúde humana, garantindo a segurança de nervos, células ou dispositivos como marcapassos.
Um dado curioso revelado pela pesquisa desvia o foco das baterias e motores. Os níveis mais altos de campos eletromagnéticos na cabine não foram registrados próximos à cabeça ou tronco, mas sim na região dos pés.
O ponto mais alto da energia é próximo ao conjunto motriz elétrico e sua fiação. Mais inesperadamente, os bancos com aquecimento se revelaram responsáveis por algumas das leituras mais elevadas, superando o motor.
Este fenômeno foi observado não apenas nos elétricos, mas também nos modelos híbridos e até no carro a combustão avaliado, indicando que o aquecimento é uma fonte de irradiação mais relevante do que o sistema EV.
O estudo também analisou os campos gerados durante o processo de recarga. A conclusão é igualmente tranquilizadora. O carregamento em corrente alternada gerou leituras levemente mais fortes ao iniciar a conexão, mas rapidamente se normalizou dentro dos limites de segurança.
Já o carregamento rápido, que utiliza corrente contínua surpreendentemente produz campos eletromagnéticos ainda mais fracos do que a carga em AC, apesar de sua maior potência.
O resultado reforça que, tanto na condução quanto na recarga, os carros elétricos não oferecem riscos adicionais aos passageiros em relação à radiação.
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