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Pretinha, cadela que vivia ao lado de Orelha, morre em Florianópolis após luta contra doença grave

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A morte de Pretinha ocorre pouco tempo após a perda de Orelha, seu inseparável companheiro, gerando comoção entre moradores e ativistas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Internet
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 10/02/2026, às 18h39



A cadela Pretinha, que vivia nas ruas de Praia Brava em Florianópolis, faleceu devido a complicações de saúde, incluindo insuficiência renal e dirofilariose, após receber tratamento intensivo desde janeiro. Sua morte ocorre pouco tempo após a perda de Orelha, seu companheiro inseparável, que também enfrentou uma morte violenta, gerando comoção na comunidade.

Pretinha passou por um tratamento complexo, mas a gravidade de sua condição só foi revelada após ser retirada das ruas, evidenciando a situação de muitos animais abandonados. O empresário Bruno Ducatti, que custeou seu tratamento, destacou que não houve negligência, mas sim limites da medicina diante da gravidade da doença.

Após a morte de Pretinha, Ducatti reiterou a necessidade de justiça pelo caso de Orelha e criticou a falta de políticas públicas para animais comunitários. Ele enfatizou que a castração e a proteção dos animais são questões de saúde pública e responsabilidade social, refletindo a dor e a luta da comunidade em prol dos direitos dos animais.

Resumo gerado por IA

A cadela Pretinha, conhecida por viver nas ruas da Praia Brava, em Florianópolis, ao lado do cão Orelha, morreu na noite desta segunda-feira (9). A informação foi confirmada pelo empresário paulista Bruno Ducatti, responsável por adotar o animal e custear todo o tratamento veterinário desde janeiro deste ano.

Pretinha enfrentava um quadro clínico severo, marcado por insuficiência renal avançada e complicações provocadas pela dirofilariose, doença parasitária transmitida por mosquitos e considerada potencialmente fatal. Segundo Ducatti, a cadela morreu por volta das 20h30, em decorrência de falência renal, apesar das tentativas médicas para estabilizar o quadro.

A morte ocorre poucas semanas após a perda de Orelha, cão com quem Pretinha dividiu a vida nas ruas e que morreu em janeiro, após ser vítima de agressões que chocaram a comunidade local e repercutiram nacionalmente.

Tratamento intensivo e diagnóstico tardio

De acordo com relato divulgado nas redes sociais, Pretinha passou por um tratamento intensivo, incluindo internações, sessões de hemodiálise, exames especializados, uso de medicamentos de alto custo e acompanhamento veterinário contínuo. Mesmo com os cuidados, o estado de saúde foi classificado como crítico.

Em carta aberta, Bruno Ducatti afirmou que a gravidade do quadro só foi descoberta após a retirada da cadela das ruas.

“Foi somente após o acolhimento que se revelou a real dimensão da doença, silenciosa e avançada, como acontece com tantos animais invisíveis no país”, escreveu.

O empresário ressaltou que não houve negligência e que todas as medidas possíveis foram adotadas. Segundo ele, apesar do empenho da equipe médica, “a medicina encontrou seus limites”.

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Vínculo com Orelha e mobilização popular

Pretinha e Orelha eram cães comunitários conhecidos na Praia Brava. De acordo com moradores, os dois eram inseparáveis e costumavam circular juntos pela região. Orelha tinha comportamento protetor e caminhava sempre à frente da companheira.

A morte violenta do cão, em janeiro, gerou forte comoção e mobilizou moradores, protetores independentes e ativistas da causa animal. Foi nesse contexto que Bruno Ducatti decidiu assumir os custos do tratamento de Pretinha, após saber que a comunidade promovia ações para arrecadar recursos.

A moradora Carolina Bechelli Zylan, que acompanhava a rotina dos animais, afirmou que Pretinha já apresentava sinais de dor e também sentiu a perda do companheiro e a mudança repentina de ambiente.

“A morte dele acabou sendo o que permitiu que a doença dela fosse descoberta”, relatou em entrevista anterior.

Apelo por justiça e políticas públicas

Após a morte de Pretinha, Ducatti voltou a cobrar justiça pelo caso de Orelha e defendeu punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais. Ele também criticou a ausência de políticas públicas voltadas aos animais comunitários.

“Animais comunitários não são animais sem dono, são animais sem políticas públicas eficazes. Castração é saúde pública, prevenção e responsabilidade”, escreveu.

A despedida foi marcada por uma mensagem emocionada publicada nas redes sociais.

“Descanse em paz, minha Rainha. Agora você está com o Orelha, juntos novamente”, afirmou o empresário, ecoando o sentimento de moradores e protetores que acompanharam a história dos dois cães.

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