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Presos por morte em salto sem corda em Limeira não conseguem explicar falha fatal

Foto: reprodução internet
Três homens são presos após morte de Maria Eduarda em Limeira; depoimentos revelam falhas graves na segurança do bungee jump.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução internet
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 14/06/2026, às 09h31



Os desdobramentos sobre a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida neste sábado (13) em Limeira (SP), ganharam novos detalhes após os depoimentos dos três homens presos em flagrante. Segundo a delegada plantonista Andréa Dantas, os suspeitos, responsáveis pela operação do rope jumping na "Ponte do Esqueleto", não conseguiram fornecer explicações coerentes sobre como a vítima foi lançada de uma altura de 40 metros sem estar conectada ao equipamento de segurança.

A delegada descreveu o estado dos detidos durante os interrogatórios:

“Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar”

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A negligência evidenciada

As investigações da Polícia Civil apontam para uma falha primária de conferência. Imagens captadas por testemunhas no local mostram o momento exato em que a vítima é conduzida à borda da estrutura e empurrada. A corda que deveria garantir o amortecimento da queda foi localizada pelos peritos enrolada no solo da própria plataforma, o que, para a autoridade policial, demonstra uma negligência inaceitável.

Sobre o terceiro envolvido,que alegou não ter responsabilidade direta pela instalação da corda, limitando-se a auxiliar na execução do salto, a delegada foi incisiva ao justificar a manutenção de sua prisão:

“O terceiro indivíduo teria sido chamado ali para ajudar. Porém, a corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada”

Histórico dos envolvidos

Apesar do tempo de experiência alegado pelos operadores, que afirmaram em depoimento nunca terem enfrentado acidentes semelhantes anteriormente, a Polícia Civil decidiu pelo enquadramento dos três por homicídio com dolo eventual. A justificativa legal reside no fato de que, ao ignorarem a checagem obrigatória de segurança, os funcionários assumiram o risco de provocar o óbito.

“Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo”

O caso segue sob apuração rigorosa da Polícia Civil de Limeira. Novas testemunhas serão ouvidas nos próximos dias e a equipe de perícia aguarda a conclusão dos laudos técnicos para determinar se havia outras irregularidades no funcionamento da estrutura utilizada para a prática do esporte radical.

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