Política

‘Bom de gogó’: Robério sobe o tom contra Allyson no 2º bloco do debate no RN

Imagem ‘Bom de gogó’: Robério sobe o tom contra Allyson no 2º bloco do debate no RN
Allyson Bezerra, Álvaro Dias, Cadu de Lula e Robério Paulino discutem repasses e desenvolvimento econômico em debate no RN  |   BNews RN - Divulgação
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

[email protected]

Publicado em 15/09/2026, às 20h50



Os compromissos do Governo do Rio Grande do Norte com os municípios, os desafios da saúde pública e o déficit previdenciário estiveram no centro do segundo bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Estado, realizado nesta terça-feira (15). A etapa teve perguntas formuladas pela Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e manteve a dinâmica de priorizar propostas, sem confronto direto entre os concorrentes.

Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT) e Robério Paulino (PSOL) apresentaram propostas diferentes para temas que afetam diretamente a relação do Estado com as prefeituras. Apesar de comentários e críticas pontuais entre os candidatos, o bloco ficou concentrado em medidas para repasses, desenvolvimento econômico, saúde e previdência.

A discussão começou justamente pela relação entre Estado e municípios. Questionado sobre a regularização dos repasses constitucionais, Allyson afirmou que enfrentou o problema durante sua passagem pela Prefeitura de Mossoró e prometeu manter os pagamentos em dia caso seja eleito.

“No nosso governo, vou fazer questão de fazer como manda a Constituição e pagar de forma religiosa em dia”, afirmou.

Ao comentar, Robério Paulino também se comprometeu a não atrasar os repasses, mas aproveitou o espaço para criticar a gestão de Allyson em Mossoró. O candidato afirmou que a cidade não seria o “paraíso” apresentado pelo adversário e elevou o tom da resposta.

“O senhor é muito bom de gogó, de formar aura, mas o senhor não tem compromisso. E essa é uma disputa para governador do Estado e não para palhaço”, declarou.

Desenvolvimento econômico entra na discussão

O desenvolvimento econômico foi o segundo tema colocado pela Femurn. Robério Paulino defendeu a industrialização do Rio Grande do Norte e a criação de empresas capazes de atender demandas do próprio Estado, como forma de reduzir a dependência de produtos vindos de outras regiões.

Cadu de Lula, escolhido para comentar a resposta, destacou o potencial da mineração e o que classificou como um segundo ciclo das energias renováveis. O candidato também chamou atenção para os efeitos da reforma tributária sobre a política de incentivos fiscais do Estado.

“Nós temos os melhores incentivos fiscais do Nordeste. Nós precisamos nos adaptar para a realidade da reforma tributária que, a partir de 2033, nós não teremos mais esses incentivos”, afirmou.

A discussão colocou lado a lado duas frentes apresentadas pelos candidatos para estimular a economia potiguar: a industrialização voltada ao atendimento do mercado local e a exploração de setores considerados estratégicos para o Estado.

Leia também: 

Saúde volta ao centro das propostas

A saúde pública foi o terceiro assunto do bloco. Álvaro Dias foi questionado sobre as medidas que pretende adotar para melhorar o atendimento e defendeu a descentralização dos serviços.

O candidato citou a criação e o fortalecimento de consórcios intermunicipais, além de investimentos nos hospitais regionais, como alternativas para reduzir a concentração dos atendimentos na capital.

Allyson Bezerra comentou a resposta e afirmou que o Estado não teria cumprido o percentual mínimo constitucional destinado à saúde no primeiro semestre deste ano. O candidato também apontou como prioridade a redução da fila de cirurgias eletivas e citou a construção de um hospital municipal em Mossoró durante sua gestão como prefeito.

A saúde, assim, apareceu no bloco não apenas como uma discussão sobre estrutura hospitalar, mas também sobre a distribuição dos serviços pelo interior e a responsabilidade compartilhada entre Estado e municípios.

Déficit previdenciário fecha o bloco

A última pergunta foi direcionada a Cadu de Lula e tratou do déficit previdenciário. O candidato defendeu a criação de um fundo para enfrentar o problema e propôs uma participação maior dos demais Poderes no financiamento da previdência estadual.

Cadu também falou sobre a criação de um regime de previdência complementar para servidores que recebem acima do teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Álvaro Dias comentou a proposta e afirmou que deixou a Prefeitura de Natal com um saldo de R$ 1 bilhão ao fim do mandato. O candidato também criticou o uso do fundo previdenciário durante a gestão anterior do Governo do Estado.

Como proposta para a área, Álvaro afirmou que pretende contratar uma empresa de auditoria para identificar a situação financeira da previdência estadual caso seja eleito.

O segundo bloco terminou, assim, com os candidatos apresentando caminhos diferentes para problemas que envolvem diretamente a relação entre o Governo do Estado e os municípios. Repasses constitucionais, desenvolvimento econômico, saúde e previdência ocuparam o espaço que, em outros formatos de debate, costuma ser tomado pelo confronto direto.

No debate promovido pelo Sistema Tribuna, porém, as perguntas entre os próprios candidatos continuam reservadas para o quinto bloco.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating