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Padilha reage após polêmica com produtos da Ypê e faz alerta sobre vídeos nas redes sociais

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Ministro Alexandre Padilha afirma que decisão da Anvisa foi baseada em critérios técnicos, não políticos, após repercussão nas redes sociais  |   BNews RN - Divulgação
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 11/05/2026, às 17h47



O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a suspensão de produtos da marca Ypê teve caráter técnico e não político.

A declaração ocorreu após a repercussão de vídeos publicados nas redes sociais envolvendo a marca. Segundo Padilha, conteúdos compartilhados na internet tentaram transformar uma decisão sanitária em disputa ideológica após a divulgação de informações sobre doações eleitorais feitas por donos da empresa durante as eleições de 2022.

“A Anvisa não tem lado de governo, não tem lado partidário, não tem lado A ou B”, declarou o ministro à imprensa.

Ele também ressaltou que a atuação da agência segue critérios técnicos e constitucionais.

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Padilha também criticou vídeos de influenciadores e apoiadores políticos que passaram a consumir detergente em frente às câmeras para contestar a decisão da Anvisa. Segundo o ministro, a prática representa risco à saúde pública.

“As pessoas não devem beber detergente de nenhuma marca. Muito menos fazer videozinho sobre isso”, afirmou. “É desinformação e coloca vidas em risco”, acrescentou.

A polêmica começou após a Anvisa publicar, na última quinta-feira (07), uma resolução suspendendo a fabricação e determinando o recolhimento de alguns lotes de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca com numeração final 1.

De acordo com a agência, a decisão foi tomada após avaliação técnica identificar irregularidades em etapas do processo produtivo. Dois dias depois, os produtos foram liberados novamente após recurso apresentado pela empresa.

Apesar da liberação, a recomendação da Anvisa para que consumidores evitem utilizar os lotes citados continua válida até a conclusão oficial do recolhimento dos produtos.

O ministro também destacou que o diretor da Anvisa responsável pela área que recomendou a suspensão foi indicado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando que a medida não teve motivação política.

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