Geral
Publicado em 19/11/2025, às 13h18 Bruna Souza
A descoberta de objetos celestes que invadem o Sistema Solar, sempre gera fascínio e, por vezes, pânico. O cometa interestelar 3I/ATLAS, o terceiro objeto do tipo já identificado, não foi exceção.
A resposta da comunidade científica é que o 3I/ATLAS não representou perigo para o planeta. No entanto, um estudo recente despertou a curiosidade ao simular o que aconteceria se um corpo vindo de fora do sistema atingisse a Terra, fornecendo uma visão alarmante sobre o potencial destrutivo desses raros visitantes.
Apesar do frenesi de notícias e rumores, os cálculos orbitais da NASA e da ESA (Agência Espacial Europeia) são claros, a trajetória do 3I/ATLAS está muito distante da órbita terrestre.
O ponto de maior proximidade do cometa com a Terra foi de aproximadamente 270 milhões de quilômetros, o que equivale a 1.8 Unidades Astronômicas (UA). Essa distância é quase o dobro da distância entre a Terra e o Sol.
O 3I/ATLAS não ofereceu perigo algum, mas a ciência ainda se preocupa em simular um impacto de um corsemelhante. O interesse reside em compreender a ameaça que objetos interestelares em geral representam, caso um dia algum deles seja colocado em rota de colisão.
Um estudo conduzido pela Universidade Cornell, nos EUA, traçou, pela primeira vez, os cenários de impacto de corpos como o 3I/ATLAS. A principal conclusão é que a velocidade desses objetos os tornaria significativamente mais perigosos do que a maioria dos asteroides e cometas.
A diferença crucial é a velocidade, enquanto a maioria dos corpos do nosso Sistema Solar atinge a Terra a velocidades mais baixas, um objeto interestelar como o 3I/ATLAS poderia impactar nosso planeta a cerca de 72 km/s, como explica o portal Olhar Digital.
Essa velocidade altíssima faria com que o impacto de um objeto interestelar fosse muito mais energético e devastador do que um corpo de tamanho similar vindo de dentro do nosso sistema.
Em outras palavras, um cometa interestelar, mesmo que menor do que o asteroide que eliminou os dinossauros há 66 milhões de anos, teria o potencial de causar uma catástrofe global e desencadear um evento de extinção em massa devido à sua colossal energia cinética.
O estudo também indicou que os impactos mais violentos teriam maior probabilidade de ocorrer durante a primavera no Hemisfério Norte, quando a Terra se move na direção do ápice solar.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top