Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 21/05/2026, às 13h02
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Extremoz, recomendou a criação de regras para organização de eventos e reforço da segurança pública em Maxaranguape, cidade que fica no litoral do estado.
A medida foi motivada por problemas relacionados à ordem pública durante festas com bandas, música ao vivo e trios elétricos, que têm provocado aglomerações, aumento no consumo de bebidas alcoólicas e riscos de acidentes.
De acordo com o Ministério Público, a situação tem pressionado a estrutura policial disponível para atender os municípios da região do litoral Norte potiguar.
Um relatório apresentado pelo 17º Batalhão da Polícia Militar apontou que o efetivo disponível em Maxaranguape conta com apenas 12 policiais, sendo que somente três atuam diariamente no município.
Além disso, o batalhão também é responsável pelo policiamento de outros cinco municípios da região, o que dificulta a cobertura durante eventos simultâneos em localidades como Centro, Maracajaú, Caraúbas e Dom Marcolino.
De acordo com o documento, mesmo com aumento de diárias operacionais, a estrutura atual não tem sido suficiente para atender a demanda de segurança nos períodos de maior movimentação.
Na recomendação, o MPRN orienta que a Prefeitura de Maxaranguape e as secretarias municipais responsáveis criem normas estabelecendo horário limite para encerramento de eventos entre 2h e 3h da madrugada.
O órgão também pede a elaboração de um calendário para evitar festas simultâneas em diferentes localidades da cidade.
O Ministério Público recomendou ainda que a administração municipal regulamente oficialmente horários e áreas de silêncio no município.
O pedido leva em consideração o Código de Meio Ambiente local, que limita emissão de sons em áreas residenciais até as 22h, salvo exceções autorizadas para eventos tradicionais.
Além disso, a recomendação também foi encaminhada ao Comando-Geral da Polícia Militar e ao 17º BPM para elaboração conjunta de protocolos operacionais voltados à segurança em grandes eventos, especialmente durante Carnaval e verão.
Os órgãos citados terão prazo de 60 dias para encaminhar informações e documentos que comprovem a adoção das medidas recomendadas pela Promotoria de Justiça.
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