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Mototaxista é morto após corrida e dois homens são condenados por homicídio encomendado no RN

Imagem ilustrativa: Reprodução/Difusora 95
Segundo as investigações, o mototaxista havia realizado uma corrida quando foi surpreendido e atingido por três disparos de arma de fogo  |   BNews RN - Divulgação Imagem ilustrativa: Reprodução/Difusora 95
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 13/08/2026, às 13h37



O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação de dois homens envolvidos no assassinato encomendado do mototaxista Manoel Francisco da Silva, em Angicos, no interior do estado. O julgamento ocorreu nesta semana e terminou com penas de 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão para cada um dos réus, em regime fechado.

O crime aconteceu em 31 de março de 2015, por volta das 13h30. Segundo as investigações, a vítima havia realizado uma corrida de mototáxi quando foi surpreendida e atingida por três disparos de arma de fogo.

A apuração apontou que o homicídio teria sido motivado por uma disputa patrimonial relacionada a um imóvel. O conflito envolvia o direito de moradia da vítima e interesses ligados ao patrimônio de um espólio.

Executor foi contratado para cometer o crime

De acordo com o processo, Francisco Paulino da Silva Júnior, conhecido como “Fabinho de Duzentos”, foi apontado como responsável pelos disparos. Ele teria contratado a vítima na rodoviária de Angicos e seguido com o mototaxista até o destino solicitado.

Ao chegarem ao local, o acusado teria efetuado os disparos pelas costas, surpreendendo Manoel Francisco da Silva e impedindo qualquer possibilidade de defesa.

Já Damião Firmino da Silva, conhecido como “Damião do Baralho”, teria participado da articulação do crime. Conforme a acusação, ele intermediou a contratação do executor e recebeu uma quantia previamente combinada para viabilizar a ação.

Júri reconheceu duas qualificadoras

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria dos disparos por Francisco Paulino da Silva Júnior e a participação de Damião Firmino da Silva no homicídio. Os jurados também acolheram as qualificadoras de motivo torpe e de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

Com a decisão, Francisco Paulino da Silva Júnior foi condenado a 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado. A mesma pena foi aplicada a Damião Firmino da Silva. A sentença determinou ainda a execução imediata das penas impostas aos dois condenados.

O caso chegou ao Tribunal do Júri após anos de investigação sobre a motivação patrimonial apontada como responsável pela encomenda do assassinato do mototaxista.

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