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Janeiro é o mês da campanha Janeiro Roxo, que visa aumentar a conscientização sobre a hanseníase, uma doença antiga que ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil, onde o país é o segundo em novos casos, atrás apenas da Índia.
A hanseníase, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, apresenta sintomas iniciais discretos, dificultando o diagnóstico precoce e aumentando o risco de sequelas, o que torna a informação essencial para a redução de casos.
A campanha enfatiza a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento gratuito pelo SUS, além de ações de saúde no Rio Grande do Norte para identificar pessoas com sinais suspeitos e combater o estigma associado à doença.
O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a hanseníase, uma das doenças mais antigas da humanidade e que ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil.
A iniciativa busca informar a população sobre os sintomas, reforçar a importância do diagnóstico precoce e combater o preconceito que ainda cerca os pacientes.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Rio Grande do Norte (SBD/RN), o Brasil ocupa atualmente o segundo lugar no ranking mundial de novos casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia.
No Rio Grande do Norte, ações de saúde vêm sendo intensificadas para a identificação precoce da doença, especialmente por meio da busca ativa de pessoas com sinais suspeitos.
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Sintomas iniciais exigem atenção da população
A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Um dos principais desafios no enfrentamento da doença é o fato de que os sintomas iniciais podem ser discretos, o que contribui para o diagnóstico tardio e o risco de sequelas.
Segundo a dermatologista Mirela Fulco (CRM 5930 RN – RQE 3149), a informação é uma das principais ferramentas para reduzir os casos.
“Quanto mais a sociedade estiver informada sobre a hanseníase e seus sinais, maior a chance de diagnóstico precoce e menores serão os impactos da doença”, destaca.
Entre os principais sinais de alerta estão manchas claras, avermelhadas ou escuras na pele, perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, dormência ou formigamento nas mãos e nos pés, além de fraqueza muscular nessas regiões.
A recomendação é que, ao perceber qualquer um desses sintomas, a pessoa procure uma unidade de saúde para avaliação. A médica também reforça que muitos mitos ainda cercam a doença.
“A hanseníase não é transmitida por abraço, aperto de mão ou compartilhamento de objetos. A transmissão ocorre apenas pelo contato próximo e prolongado com pessoas que ainda não iniciaram o tratamento”, esclarece.
Após o início do tratamento, que é gratuito e oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente deixa de transmitir a doença. O acompanhamento dura entre seis e doze meses, e, quando iniciado precocemente, evita sequelas e garante a cura.
A campanha Janeiro Roxo reforça que informação, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e reduzir o estigma que ainda afeta milhares de pessoas no país.
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