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Publicado em 15/10/2025, às 20h46 Bruna Souza
Uma dúvida inusitada começou a movimentar as pesquisas de alguns cientistas, a questão é se o horário de verão pode aumentar o risco de acidentes de trânsito. Embora a mudança no relógio pareça simples está ligada ao descanso dos motoristas, que pode ser um fator preocupante.
A alteração de um horário para dormir e acordar desregula o relógio biológico, o que mexe com o sono, humor e a atenção das pessoas; fatores que tem grande influência na segurança do trânsito. É importante entender como esse período afeta o organismo dos motoristas e a capacidade de dirigir.
Quando o horário muda, o corpo precisa se adaptar para dormir e acordar em momentos diferentes do habitual. Essa mudança causa uma desregulação no chamado relógio biológico, que é responsável por controlar o ciclo de sono, o apetite e a produção de hormônios essenciais para o descanso, como a melatonina.
A adaptação não é imediata. Especialistas em sono indicam que a maioria das pessoas leva de três a oito dias para que o corpo se ajuste completamente à nova rotina.
Durante essa jornada de adaptação, são comuns sensações como sonolência, irritabilidade, perda de concentração e lentidão nos reflexos. Esses sintomas no volante, geram desatenção que em poucos segundos é suficiente para causar um acidente.
Segundo o portal da Seguro Auto, pesquisas internacionais confirmaram a relação entre esses fatores. A Universidade da British Columbia, no Canadá, identificou um aumento médio de 8% no número de colisões das estradas logo após o início do horário de verão.
No Brasil, embora não haja um levantamento nacional exclusivo sobre o tema ligado ao horário de verão, o Observatório Nacional de Segurança Viária indica que a sonolência é responsável por cerca de 20% dos acidentes no país, mostrando o perigo de uma mudança brusca na rotina de descanso.
Os períodos de principal cuidado são o final da noite, quando o corpo já está naturalmente mais cansado, mas também, o início da manhã, em que a luz natural ainda é fraca. Os primeiros cinco dias de adaptação após o avanço do relógio são a fase de maior risco, exigindo um cuidado extra nas viagens.
Para diminuir o impacto da mudança no organismo é possível adotar algumas medidas simples. O ideal é ajustar a rotina de sono aos poucos, dormindo um pouco mais cedo a cada noite. Outros hábitos que ajudam é evitar café e bebidas energéticas após as quatro da tarde, pois podem atrapalhar o sono noturno.
O mais importante é sempre reconhecer os próprios limites, se o cansaço bater, o melhor é parar o carro, descansar e só seguir viagem quando o motorista estiver totalmente alerta e focado.
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