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Febre em crianças: Entenda nova classificação da SBP e quando se preocupar

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Saiba como a Sociedade Brasileira de Pediatria redefine a febre em crianças e o que realmente importa na hora de cuidar do seu filho.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/ Freepik

Publicado em 21/10/2025, às 14h13   Nathalia Quiereguini



A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atualizou recentemente a forma de classificar a febre em crianças, trazendo mudanças importantes para pais, responsáveis e profissionais de saúde, de acordo com O Tempo.

Antes, qualquer temperatura igual ou superior a 37,8°C era considerada febre. Com a atualização, a febre agora é definida como 37,5°C quando medida na axila e 38°C se aferida pela via oral ou retal, desde que a medição seja feita por pelo menos três minutos.

A alteração segue estudos internacionais e está registrada no documento científico “Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a Febre nas Arboviroses”, publicado pela SBP.

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Febre: um sinal, não uma doença

De acordo com Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da SBP, a febre não deve ser vista como um problema em si.

Ela é uma resposta natural do organismo a agentes invasores, como vírus e bactérias. “A febre é uma forma do corpo reagir, produzindo anticorpos e mobilizando o sistema imunológico para combater infecções”, explica o pediatra.

Portanto, a febre isolada, sem outros sintomas, não indica que a criança está em perigo ou precisa de intervenção imediata.

Quando e como medicar

A nova diretriz reforça que o uso de antitérmicos, como paracetamol, dipirona ou ibuprofeno, deve ser feito somente quando a febre provoca desconforto real à criança, como irritabilidade, cansaço, diminuição do apetite ou dificuldades para dormir.

O objetivo desses medicamentos é aliviar o mal-estar, não tratar a causa da febre.

Observando o quadro geral

Pais e responsáveis devem avaliar o estado geral da criança e não se guiar apenas pelo termômetro.

É importante ficar atento a sinais de alerta, como choro persistente, dificuldade para respirar, manchas na pele ou alterações no comportamento. Nesses casos, é recomendável buscar atendimento médico imediato.

Com essa atualização, a SBP busca orientar de maneira mais racional, ajudando a reduzir a ansiedade de pais e cuidadores, promovendo um acompanhamento consciente da saúde infantil e reforçando que a febre é um indicador do funcionamento do corpo, não um problema isolado.

Classificação Indicativa: Livre

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