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Desemprego cai ao menor nível desde 2012 e número de empregados com carteira bate recorde

O número de indivíduos com vínculos com o mercado de trabalho se manteve estável - Reprodução/E-dou
No trimestre observado, a estimativa de pessoas ativas na força de trabalho, incluindo empregados e desempregados, foi de 108,5 milhões  |   BNews RN - Divulgação O número de indivíduos com vínculos com o mercado de trabalho se manteve estável - Reprodução/E-dou
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 31/10/2025, às 14h27



O desemprego no Brasil chegou a 5,6% no trimestre que foi finalizado no mês de setembro, igualando a menor taxa desde o início da série histórica, que começou em 2012, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, divulgado nesta sexta-feira (31), o número de pessoas sem trabalho no país caiu para 6,045 milhões. Esse é o nível mais baixo já registrado, representando uma queda de 3,3% em relação ao trimestre anterior e de 11,8% frente ao mesmo período do ano passado.

O número de indivíduos com vínculos com o mercado de trabalho se manteve estável, acima de 102 milhões, configurando um patamar recorde, enquanto a taxa de ocupação chegou a 58,7%. O total de trabalhadores com carteira assinada atingiu um novo marco, alcançando 39,2 milhões. Além disso, a renda média real do trabalhador subiu para R$ 3.507 no período. 

Setores que impulsionam o emprego

No trimestre observado de julho a setembro deste ano, a estimativa de pessoas ativas na força de trabalho, incluindo empregados e desempregados, foi de 108,5 milhões, número praticamente estável em relação ao trimestre anterior e 0,5% maior do que no mesmo período do ano passado, o que corresponde a 566 mil pessoas a mais.

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A análise por setores mostra que a agricultura, pecuária, silvicultura, pesca e aquicultura registraram crescimento de 3,4%, ou 260 mil novos postos, enquanto a construção civil teve alta de 3,4%, somando 249 mil empregos a mais.

Por outro lado, o comércio e a reparação de veículos apresentou queda de 1,4%, com 274 mil pessoas a menos, e os serviços domésticos recuaram 2,9%, reduzindo 165 mil postos de trabalho. Os demais setores mantiveram estabilidade no trimestre.

Crescimento e declínio por área de atuação

Na comparação anual, entre julho e setembro de 2024 e o mesmo período de 2025, os setores de transporte, armazenagem e correios foram os que mais expandiram, com 6,7% de crescimento, ou 371 mil vagas a mais.

As áreas de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais registraram aumento de 3,9%, totalizando 724 mil novos postos de trabalho no período.

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