Geral
Publicado em 29/10/2025, às 13h36 Marina Gonçalves
Em meio a tantas mudanças que aconteceram no mundo nos últimos anos, já era de se imaginar que o mercado de trabalho também passaria por transformações importantes, seja com o surgimento de novas profissões, seja com a perda de espaço de outras.
A surpresa é que uma profissão bastante conhecida no Brasil pode estar prestes a enfrentar um desafio histórico, e não se trata apenas de pequenas oscilações.
De acordo com o portal Revista Fórum, o Brasil pode registrar um déficit de até 1 milhão de engenheiros até 2030. O dado foi divulgado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), baseado em informações levantadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A falta de profissionais da área é notada principalmente na engenharia civil, que é responsável pela construçaõ de projetos importantes de infraestrutura urbana, como edifícios, estradas, túneis e sistemas de saneamento.
Essa é uma área fundamental para obras públicas e programas do governo, como, por exemplo, o famoso ‘Minha Casa, Minha Vida’.
Vale destacar ainda que, entre 2015 e 2024, houve uma queda de até 30% nas matrículas em cursos de engenharia no Brasil. O número de estudantes passou de aproximadamente 1,2 milhão para 887 mil. No setor de engenharia civil, por exemplo, as matrículas caíram 52%.
Ainda de acordo com os dados levantados, a queda na formação de engenheiros ocorre justamente quando cresce a demanda por projetos de infraestrutura, saneamento e habitação, projetos esses que são estimulados por investimentos do BNDES e por políticas de expansão do mercado imobiliário.
A Confea também alerta que a escassez de profissionais de engenharia exige estratégias para motivar e reter novos engenheiros, incluindo políticas educacionais e incentivos de carreira.
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