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Defesa de Lulinha cobra fim de investigação da PF e inquérito deve se estender até 2027

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O advogado Marco Aurélio Carvalho afirma que Lulinha não possui "relação direta ou indireta" com as supostas irregularidades investigadas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes sociais
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 17/07/2026, às 15h52



A defesa de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), está pressionando a Polícia Federal para concluir o inquérito que apura uma suposta ligação do empresário com Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", investigado por suspeitas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O advogado Marco Aurélio Carvalho sustenta que não existem elementos que justifiquem a continuidade da investigação e pede o arquivamento do procedimento.

Apesar da solicitação da defesa, a Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a análise do material obtido por meio da quebra de sigilos e das apreensões relacionadas a Lulinha deverá ser concluída apenas em 2027.

PF diz que outros casos têm prioridade

Segundo a corporação, a prioridade é a conclusão de investigações que envolvem pessoas presas ou submetidas a medidas cautelares. Como Lulinha responde ao inquérito em liberdade e não está sujeito a qualquer restrição judicial, a apuração envolvendo seu nome permanece em uma etapa posterior do cronograma de análise.

Até o momento, a Operação Sem Desconto já resultou no indiciamento de 48 pessoas, enquanto a investigação relacionada ao filho do presidente segue em andamento.

Defesa nega qualquer vínculo com investigação

O advogado Marco Aurélio Carvalho afirma que Lulinha não possui "relação direta ou indireta" com as supostas irregularidades investigadas e critica a demora da Polícia Federal na conclusão do caso.

Segundo a defesa, o empresário já manifestou interesse em colaborar com as investigações e colocou-se à disposição para prestar depoimento, mas ainda não foi convocado pelos investigadores.

No início deste mês, os advogados solicitaram uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para defender o encerramento do inquérito. O encontro, porém, não foi realizado em razão de compromissos internacionais do chefe da corporação.

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