Política
Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, está sob investigação da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de desvio de aposentadorias e pensionistas, enquanto se prepara para retornar a Madri após passar as festas de fim de ano no Brasil.
O filho do presidente é acusado de ter recebido R$ 25 milhões de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que é o principal operador do esquema, além de uma mesada de R$ 300 mil.
Embora Lulinha não tenha se manifestado e não tenha advogado constituído, o presidente Lula afirmou que seu filho deve responder por qualquer erro, enquanto a bancada do governo no Congresso se opôs à convocação de Lulinha na CPMI do INSS, indicando uma tentativa de minimizar a crise.
O filho do presidente Lula vai retornar a Madri nos próximos dias. Na mira da Polícia Federal, o Fábio Luís Lula da Silva passou as últimas três semanas no Brasil para as festas de fim de ano, sem registro de encontros com o pai.
Conhecido, como Lulinha, o filho do presidente da República o deixa o país no momento em que a Polícia Federal investiga o suposto envolvimento dele em negócios com o principal operador do esquema de desvio de aposentados e pensionistas, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.
Como revelou a coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, o filho do presidente se mudou para a capital da Espanha ainda em 2025. Segundo a coluna, um ex-auxiliar do operador contou, em depoimento, que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS, além de uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil.
Para o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o nome de Lulinha já está confirmado em investigações envolvendo as fraudes do INSS.
Lulinha não constituiu advogado e não foi localizado para comentar o assunto.
Em declarações a imprensa, o próprio Lula comentou o assunto e afirmou que, se o filho fez algo de errado, terá de responder por isso.
A bancada do governo no Congresso, contudo, deixou claro que a declaração de Lula foi apenas uma tentativa de se esquivar da crise, já que, por orientação do Planalto, votou em peso contra a convocação de Lulinha na CPMI do INSS.
Ainda segundo o portal Lulinha e Antonio Carlos viajaram juntos para Portugal, em passagem aérea comprada pelo lobista.
Menções feitas por terceiros
Mensagens de aplicativos em posse da Polícia Federal revelaram ainda que, em 6 de outubro de 2024, o Careca do INSS instruiu um funcionário a entregar um “medicamento” no apartamento de Lulinha. O lobista enviou o print do endereço e especificou que a entrega deveria ser feita em nome de Renata Moreira, esposa de Lulinha.
A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que identificou referências ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, durante a apuração de um esquema milionário de descontos irregulares em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As citações surgiram na análise de materiais apreendidos e em dados obtidos a partir da quebra de sigilo de investigados ligados ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema e preso desde setembro.
Segundo a corporação, apesar das menções, não há até o momento elementos objetivos que indiquem participação direta de Fábio Luís nas irregularidades investigadas.
Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal, os investigadores destacam que referências a figuras públicas são comuns em ambientes políticos e empresariais, muitas vezes usadas como estratégia para gerar prestígio ou influência.
Por esse motivo, a PF afirma que esse tipo de citação precisa passar por verificação rigorosa antes de qualquer conclusão formal.
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