A compra e o consumo de pescado são considerados seguros quando o produto é adquirido em estabelecimentos formalizados e com origem identificada. A avaliação é do presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN), Arimar França Filho.
Segundo ele, optar por pontos de venda registrados garante que o peixe passou por todas as etapas de controle sanitário exigidas pelos órgãos de fiscalização. Isso inclui procedimentos desde a captura até a comercialização.
O dirigente reforça que a escolha por locais que informam claramente a procedência do pescado reduz riscos e assegura que o alimento atenda às normas de integridade e qualidade.
Certificação e fiscalização garantem segurança
Arimar destaca que produtos comercializados com o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) oferecem maior confiabilidade ao consumidor.
Além da certificação federal, a fiscalização realizada por vigilâncias sanitárias estaduais e municipais também assegura que o pescado cumpra padrões sanitários rigorosos.
De acordo com o presidente do Sindipesca-RN, a rastreabilidade é fundamental para garantir que todas as etapas da cadeia produtiva estejam em conformidade com as exigências legais.
Conservação adequada é essencial
A médica veterinária Ana Carolina Braga, especialista em gestão da segurança de alimentos de origem animal, afirma que a identificação da origem é o principal indicativo de qualidade.
Ela explica que a rastreabilidade permite verificar se o pescado foi capturado em área segura e se foram adotadas boas práticas de manejo e conservação.
O acondicionamento imediato em gelo após o abate e o controle correto da temperatura são fatores decisivos para preservar o sabor, o valor nutricional e a segurança do alimento até chegar ao consumidor.