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Caneta mensal contra infarto e AVC? Estudo global promete virar o jogo no coração de pacientes obesos

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Estudo global investiga medicamento que pode prevenir infartos e AVCs em adultos com Doença Cardiovascular Aterosclerótica  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 15/12/2025, às 16h26



Um novo estudo clínico global de Fase 3 (última etapa mínima necessária para a aprovação de um novo medicamento) está em andamento e acende uma nova expectativa para adultos com Doença Cardiovascular Aterosclerótica (DCVA) e excesso de peso.

A pesquisa, denominada MARITIME-CV, avalia se um medicamento injetável de uso mensal pode reduzir de forma significativa a ocorrência de eventos cardiovasculares graves, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Em Natal, o recrutamento de voluntários será realizado pelo Instituto Atena de Pesquisa Clínica, responsável por selecionar pessoas com 45 anos ou mais, com DCVA já estabelecida e índice de massa corporal acima de 27, classificado como sobrepeso ou obesidade. Em escala mundial, o estudo prevê a participação de cerca de 12.800 pessoas.

O medicamento em investigação integra uma nova classe terapêutica que atua sobre hormônios incretinas, ligados às vias metabólicas do organismo.

A proposta é superar a eficácia de fármacos semelhantes na perda de peso, aliando resultados clínicos relevantes à praticidade de uma única aplicação a cada quatro semanas.

Metabolismo, peso e risco cardíaco no centro da pesquisa

A estratégia do estudo se baseia no impacto combinado do medicamento sobre o controle da glicose, a redução do peso corporal e a melhora de fatores de risco cardiometabólicos.

Os pesquisadores buscam diminuir a incidência de eventos cardiovasculares maiores, como morte por causas cardiovasculares, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Também serão avaliados desfechos mais amplos, incluindo morte por todas as causas, necessidade de revascularização coronariana, como ponte de safena ou stent, além de casos de insuficiência cardíaca. O objetivo é compreender de forma abrangente como a terapia pode alterar o prognóstico de pacientes de alto risco.

O ensaio clínico é orientado por eventos e tem duração estimada de 35 meses na fase de tratamento cego. Após esse período, os participantes poderão ingressar em uma extensão aberta, com acesso ao medicamento ativo por até mais dois anos, permitindo a análise da segurança e da eficácia em longo prazo.

Quem pode participar

Além da idade mínima e do índice de massa corporal exigido, os voluntários precisam ter doença cardiovascular estabelecida, como histórico de infarto do miocárdio, Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou doença arterial periférica grave e sintomática.

Todos os participantes recebem orientação sobre alimentação saudável e prática de atividade física, com metas definidas.

Mesmo os integrantes do grupo placebo seguem com o tratamento padrão recomendado para DCVA, além de acompanhamento médico frequente e ajustes nos fatores de risco cardiovascular. A expectativa é que todos se beneficiem do monitoramento contínuo ao longo do estudo.

Em Natal, o Instituto Atena de Pesquisa Clínica estima alcançar até 500 participantes. A pesquisa é coordenada pela cardiologista e intensivista Dra. Sanali Paiva. Interessados podem entrar em contato com a Central de Atendimento do Instituto Atena pelo telefone (84) 9 9992-0089.

Classificação Indicativa: Livre

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