Política

"Tratamento indigno": Relatório da Câmara de Natal aponta falhas nos planos de saúde para usuários com TEA

Reprodução/Câmara Municipal de Natal
Comissão Especial de Inquérito apresenta relatório sobre atendimento de planos de saúde a pessoas com TEA, revelando graves irregularidades.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Câmara Municipal de Natal
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 30/10/2025, às 12h33



A Comissão Especial de Inquérito da Câmara Municipal de Natal concluiu que os planos de saúde não estão prestando atendimento adequado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista, comprometendo seus tratamentos. O relatório, aprovado por unanimidade, agora será votado em sessão ordinária.

O documento aponta irregularidades como negativas de cobertura, descredenciamentos sem aviso prévio e agendamentos de terapias que prejudicam a frequência escolar. O relator Tércio Tinoco destacou a omissão dos planos de saúde em oferecer um tratamento digno aos usuários.

O presidente da Comissão, Kleber Fernandes, ressaltou a importância da fiscalização da legislação consumerista e informou que o relatório será enviado ao Ministério Público para a consideração de ações judiciais. Essa medida busca garantir os direitos das crianças com autismo e suas famílias.

Resumo gerado por IA

A Comissão Especial de Inquérito da Câmara Municipal de Natal que investiga o atendimento dos planos de saúde às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) encerrou os trabalhos e apresentou um documento nesta quarta-feira (29), que relata a conclusão de que as operadoras não prestam o serviço necessário a esse público, prejudicando os tratamentos.

O escrito foi aprovado por unanimidade pelo colegiado durante reunião no plenário da Casa que contou com a participação dos vereadores Kleber Fernandes (Republicanos), Daniel Santiago (PP), Tércio Tinoco (União Brasil) e Herberth Sena (PV). Agora, o relatório segue para votação em sessão ordinária.

O texto apontou diversas irregularidades como:

  • negativas injustificadas de cobertura;
  • descredenciamentos sem a devida comunicação prévia de 30 dias;
  • redução unilateral de terapias prescritas via auditorias internas;
  • agendamento de terapias em horários escolares;
  • inviabilizando a frequência regular;
  • demora excessiva na elaboração de planos terapêuticos;
  • atendimento grupal (até seis crianças) em terapias cuja prescrição é individualizada.

O vereador Tércio Tinoco, relator da Comissão, falou sobre a conclusão:

"Os planos de saúde são omissos em relação às pessoas com Transtornos do Espectro Autista e não oferecem tratamento digno aos usuários. Colocamos tudo isso no nosso relatório, que está totalmente jurídico, embasado nas leis federais, estaduais e municipais, levando em consideração as jurisprudências", disse.

De acordo com o presidente da Comissão Especial de Inquérito, vereador Kleber Fernandes, o trabalho do colegiado teve um papel crucial na fiscalização do cumprimento da legislação consumerista, especialmente no contexto dos pais de crianças com autismo. Agora, o relatório final será encaminhado ao Ministério Público para possíveis ações judiciais.

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