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Brasil dá passo histórico e passa a produzir remédio essencial para transplantados do início ao fim

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Com isso, o Brasil passa a dominar todas as etapas de produção do remédio, desde o Insumo Farmacêutico Ativo até o produto final  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 26/03/2026, às 15h21



O Brasil deu início à produção completa do tacrolimo, um medicamento vital para pessoas que se submeteram a transplantes. A fabricação integral foi viabilizada por meio de uma parceria entre a Fiocruz e a empresa farmacêutica Libbs, dentro de uma iniciativa de Parceria de Desenvolvimento Produtivo.

Com isso, o Brasil passa a dominar todas as etapas de produção, desde o Insumo Farmacêutico Ativo até o produto final, reduzindo a dependência de importações.

Medicamento é essencial para transplantes

O tacrolimo é um imunossupressor, utilizado para reduzir a resposta do sistema imunológico e evitar a rejeição de órgãos transplantados.

Sem esse tipo de medicamento, procedimentos como transplantes de rim, fígado e coração teriam alto risco de falha ao longo do tempo.

Impacto direto na vida dos pacientes

A diretora do laboratório Farmanguinhos, Silvia Santos, destacou que o fornecimento contínuo do medicamento tem melhorado significativamente a qualidade de vida dos pacientes transplantados.

Ela também ressaltou que a unidade se tornou a única fornecedora do tacrolimo para o SUS, após absorver todas as etapas de desenvolvimento.

Nos últimos dez anos, mais de 500 milhões de unidades do medicamento foram distribuídas pelo sistema público de saúde.

Primeiro lote nacional já foi produzido

O primeiro lote com matéria-prima nacional já foi fabricado e passará por testes de qualidade antes de ser disponibilizado.

Após essa etapa, será necessária a atualização do registro junto à Anvisa, devido à mudança na origem do insumo. Esse lote inicial conta com mais de um milhão de unidades, em diferentes dosagens.

Cooperação internacional viabilizou avanço

A nacionalização do medicamento contou com transferência de tecnologia da empresa indiana Biocon para a Libbs.

Essa colaboração entre Brasil e Índia permitiu que o país passasse a produzir internamente o insumo farmacêutico ativo, etapa considerada estratégica na cadeia produtiva.

A medida fortalece o SUS e garante maior segurança no abastecimento de um medicamento essencial para a manutenção de transplantes em todo o país.

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