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Avaliação expõe fragilidades e acende alerta na formação médica no país

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Cerca de 30% dos cursos de medicina avaliados no Enamed 2025 apresentaram desempenho insatisfatório, gerando preocupação e acende alerta no MEC  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Redes Sociais
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 19/01/2026, às 19h45



Mais de 100 cursos de medicina no Brasil apresentaram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, levantando preocupações sobre a qualidade da formação médica no país e levando o Ministério da Educação a reagir rapidamente.

Dos 351 cursos avaliados, 107 foram reprovados, com 24 recebendo conceito 1 e 83 conceito 2, o que representa cerca de 30% das graduações participantes, incluindo instituições federais e privadas.

Como consequência, 99 cursos enfrentarão penalidades, incluindo restrições na ampliação de vagas e suspensão de novos contratos de financiamento estudantil, com medidas específicas para aqueles com conceitos mais baixos, enquanto a Abmes expressou preocupação com a abordagem do MEC e do Inep.

Resumo gerado por IA

Mais de 100 cursos de medicina no Brasil tiveram desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, o que corresponde a cerca de 30% das graduações avaliadas. O resultado acendeu um alerta sobre a qualidade da formação médica oferecida no país e provocou reação imediata do Ministério da Educação (MEC).

Ao todo, 351 cursos de medicina participaram do exame, todos vinculados ao Sistema Federal de Ensino. O universo avaliado inclui instituições federais, privadas e também faculdades públicas estaduais, distritais e municipais, supervisionadas por órgãos locais de educação.

Entre os cursos que ficaram abaixo do desempenho esperado, 24 receberam conceito 1 e 83 ficaram com conceito 2, totalizando 107 graduações reprovadas. Apenas um curso ficou na faixa “sem conceito”, devido à participação de menos de dez estudantes na avaliação.

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Penalidades variam conforme o desempenho no Enamed

Dos 107 cursos com avaliação insatisfatória, 99 estarão sujeitos a penalidades, já que faculdades estaduais e municipais não são diretamente geridas pelo MEC. As medidas de intervenção variam conforme o conceito obtido no exame.

Instituições que receberam conceito 2 ficam impedidas de ampliar o número de vagas e terão suspensa a possibilidade de firmar novos contratos pelo Fies e pelo Prouni.

Dentro desse grupo, oito cursos estão proibidos de receber novas matrículas, 13 deverão reduzir pela metade o número de vagas e 33 terão de diminuir 25% da oferta. Todos esses também ficam suspensos de programas federais de financiamento estudantil. Outros 45 cursos não poderão ampliar vagas, mas não sofrerão cortes imediatos.

O balanço oficial foi apresentado nesta segunda-feira (19/1) durante um café com a imprensa no Ministério da Educação, em Brasília. Os dados foram divulgados pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacaram a necessidade de reforçar critérios de qualidade na formação médica.

Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) afirmou ver com “profunda preocupação” a condução adotada pelo MEC e pelo Inep em relação ao Enamed, sinalizando insatisfação do setor privado com as medidas anunciadas.

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