Polícia

UTI sob horror: enfermeiros são presos suspeitos de matar pacientes com produtos químicos

Reprodução/Medicina SA
Segundo o delegado, os levantamentos indicam que os enfermeiros utilizavam substâncias químicas inadequadas durante o atendimento  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Medicina SA
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 19/01/2026, às 17h01



Três profissionais de enfermagem foram presos sob suspeita de provocar a morte de pelo menos três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal após a identificação de indícios graves de irregularidades durante atendimentos na UTI da unidade.

Os detidos foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Conforme apuração divulgada pelo portal Metrópoles, o grupo pode estar ligado às mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos de idade, funcionário da Caesb; Marcos Moreira, de 33 anos, empregado dos Correios; e de uma professora, cuja identidade não foi revelada.

Foto: Reprodução/Metrópoles
Foto: Reprodução/Metrópoles

As investigações apontam que os óbitos aconteceram em circunstâncias semelhantes, o que chamou a atenção da direção do hospital. Diante da repetição dos casos, a instituição decidiu iniciar uma apuração interna e, posteriormente, comunicar formalmente as autoridades policiais.

Substâncias proibidas e padrão suspeito

De acordo com o delegado responsável pelo caso, os levantamentos indicam que os profissionais utilizavam substâncias químicas inadequadas durante o atendimento aos pacientes. Em um dos episódios apurados, um técnico de enfermagem teria aplicado um produto de limpeza diretamente em um paciente internado na UTI.

Segundo o delegado, o procedimento foi repetido diversas vezes. Em uma das ocorrências, o suspeito teria utilizado uma seringa para injetar o desinfetante no quarto do paciente ao menos dez vezes, o que teria contribuído para o agravamento do estado clínico e, posteriormente, para a morte.

Inicialmente, os presos alegaram que apenas administravam medicamentos prescritos por médicos. No entanto, após serem confrontados com provas reunidas ao longo da investigação, teriam confessado os crimes.

Ainda segundo a polícia, os suspeitos não demonstraram arrependimento e não apresentaram justificativa para os atos. A Polícia Civil informou que o trio deverá responder por homicídio doloso qualificado, com agravante de as vítimas não terem possibilidade de defesa.

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