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Atirou em promotores dentro da sede do MPRN: ex-servidor é preso após última apelação cair

Com a rejeição dos recursos, ficou determinada a certificação do trânsito em julgado e o retorno dos autos à instância de origem - Reprodução/PCDF
Com a prisão definitiva, o ex-servidor começará o cumprimento da pena de 11 anos e 1 mês de reclusão, em regime inicial fechado  |   BNews RN - Divulgação Com a rejeição dos recursos, ficou determinada a certificação do trânsito em julgado e o retorno dos autos à instância de origem - Reprodução/PCDF
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 06/11/2025, às 13h24



Nesta quinta-feira (6), o ex-servidor do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Guilherme Wanderley Lopes da Silva, foi preso na capital potiguar. A ação foi cumprida pela Polícia Militar e recebeu apoio do MPRN. A prisão foi executada após o fim de todas as possibilidades de recurso envolvendo a condenação criminal.

Com a prisão, o ex-servidor começará o cumprimento da pena de 11 anos e 1 mês de reclusão, em regime inicial fechado. A sentença leva em conta três tentativas qualificadas de homicídio cometidas contra integrantes do Ministério Público, dentro da sede da instituição, em março de 2017.

Relembrando o caso

Na ocasião, o ex-servidor disparou contra o então procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, além dos promotores Wendell Beetoven Ribeiro Agra e Jovino Pereira da Costa Sobrinho. Apesar de terem sido atingidos pelos disparos, Wendell e Jovino  sobreviveram.

Após a condenação inicial, o MPRN recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o objetivo de aumentar a pena. O STJ levou em consideração parte dos argumentos, destacando que a conduta do réu era ainda mais grave por ele possuir diploma em Direito, o que ampliou o tempo de reclusão.

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Por sua vez, a defesa levou o caso ao Supremo Tribunal Federal, onde apresentou Embargos de Declaração no Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo. A ação ficou sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Os embargos foram negados, pois o STF entendeu que não havia omissão ou contradição a ser reparada e que a defesa tentava apenas reexaminar o processo.

Fim das apelações e cumprimento da pena

Com a rejeição dos recursos, ficou determinada a certificação do trânsito em julgado e o retorno dos autos à instância de origem. No mesmo caminho, o Ministério Público do RN adotou as providências necessárias para responsabilização final do réu.

Após essa conclusão, o mandado de prisão foi executado, o que levou à detenção de Guilherme Wanderley. Ele deverá cumprir pena em uma unidade prisional do Rio Grande do Norte. O caso ficou marcado como um dos episódios mais graves já ocorridos dentro da estrutura do Ministério Público do RN. 

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