Política

Flávio diz que CNBB confirmou fake news sobre Nossa Senhora, mas entidade nega envolvimento

Reprodução/redes sociais e Charles Vieira/Campanha
Durante campanha, Flávio Bolsonaro classifica documento da CNBB como esclarecedor, mas entidade nega envolvimento em fake news  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/redes sociais e Charles Vieira/Campanha
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

[email protected]

Publicado em 28/09/2026, às 21h00



O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (28) que uma nota divulgada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) confirmou que era falsa a informação de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Durante agenda de campanha em São Paulo, Flávio disse ter aguardado o posicionamento da entidade e classificou o documento como “esclarecedor”. Segundo o candidato, a informação teria sido utilizada por adversários para provocar desgaste político durante a campanha eleitoral.

A CNBB, porém, não confirmou a interpretação feita pelo candidato. Em nota publicada no domingo (27), a entidade afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. A instituição também declarou não integrar estruturas político-partidárias.

Leia também: 

Entenda a origem da informação sobre Nossa Senhora

A polêmica envolve uma declaração feita por Flávio em agosto, quando afirmou que, caso fosse eleito presidente, um de seus primeiros atos seria decretar que “o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A fala passou a ser associada nas redes sociais a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

O candidato afirmou nesta segunda-feira que a informação falsa teria sido compartilhada por integrantes do campo político adversário e citou nominalmente a primeira-dama Janja da Silva e a senadora Simone Tebet (PSB-SP).

O conteúdo que circulou nas redes, no entanto, também fazia referência a um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados em 2007. A proposta, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, pretendia alterar a legislação sobre o feriado de 12 de outubro para substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

O Projeto de Lei 2.623/2007 foi rejeitado na Comissão de Educação e Cultura e posteriormente arquivado pela Câmara em 22 de agosto de 2008. O registro oficial da Casa Legislativa não aponta tramitação do projeto até 2022.

A nota da CNBB tratou especificamente da participação da entidade na circulação de informações falsas. A instituição afirmou que atribuir a ela envolvimento em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem a acusação, atinge a entidade e não contribui para o processo eleitoral.

Assim, embora Flávio tenha interpretado a manifestação como uma confirmação de que a informação sobre Nossa Senhora Aparecida era falsa, a CNBB, no documento, negou participação na produção ou divulgação de desinformação.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating