Geral
por José Nilton Jr.
Publicado em 20/10/2025, às 17h16
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma determinação com a proibição imediata do azeite extra virgem Ouro Negro em todo o território nacional, após denúncias e análises que levantaram dúvidas sobre sua origem e composição. Todos os lotes do produto foram retidos e proibidos de venda, distribuição, fabricação, importação e consumo.
Segundo a Anvisa, o produto foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por apresentar origem incerta. A embalagem indicava importação pela empresa Intralogística Distribuidora Concept Ltda., que está com o CNPJ suspenso na Receita Federal, o que reforçou as suspeitas de irregularidade.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (20). Além disso, a medida visa proteger os consumidores contra possíveis fraudes e garantir que apenas azeites com procedência comprovada permaneçam no mercado. A Anvisa orienta que quem tiver o produto em casa interrompa o consumo imediatamente.
Além do azeite, a Anvisa também determinou o recolhimento de 13 lotes do Sal do Himalaia Moído (500 g) da marca Kinino, produzidos pela empresa H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. A própria fabricante relatou as irregularidades e iniciou o recolhimento voluntário dos produtos.
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Análises do Instituto Adolfo Lutz mostraram que os lotes apresentavam níveis de iodo abaixo do exigido pela legislação. O iodo é um mineral essencial que deve ser adicionado ao sal de cozinha para prevenir bócio e complicações no desenvolvimento fetal.
Os lotes afetados, todos com validade até março de 2027, estão identificados como MAR 257 1 a MAR 257 13. A Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, divulgação e consumo de todos eles até segunda ordem.
A fiscalização da Anvisa também alcançou o “Chá do Milagre”, conhecido em redes sociais como “Pó do Milagre” ou “Pozinho do Milagre”. O produto foi proibido por não informar sua composição, classificação ou responsável pela fabricação, o que representa risco à saúde pública.
As irregularidades foram agravadas pela publicidade enganosa. Em perfis nas redes sociais, o chá vinha sendo divulgado como uma “cura natural” para emagrecimento, ansiedade, insônia, câncer e até aumento da libido, afirmações proibidas pela legislação sanitária para alimentos e chás.
Diante disso, a Anvisa determinou a proibição total da produção, venda, distribuição, promoção e consumo do produto.
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