Saiba quem é o artista por trás da performance com nudez na UFRN que tem causado polêmica
O vereador Matheus Faustino pede investigação sobre o controle de acesso ao espetáculo, que é classificado para maiores de 18 anos | Reprodução/Divulgação
O bailarino neurodivergente e doutorando em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Alexandre Américo, voltou aos holofotes nesta terça-feira (13) após a repercussão em torno do espetáculo “PAPANGÚ”, performance apresentada no Departamento de Artes (DEART/UFRN) e que entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF) por conta de cenas de nudez explícita em espaço público do campus.
Pesquisador e artista da cena contemporânea, Alexandre Américo desenvolve há dez anos uma pesquisa poética e cinética sobre as elaborações da morte sob uma perspectiva afrocentrada. Em “PAPANGÚ”, ele utiliza dança, símbolos, máscaras, musicalidade e elementos das culturas populares brasileiras para construir uma experiência sensorial e reflexiva.
As apresentações acontecem na Galeria Laboratório, localizada no prédio anexo do DEART/UFRN da Universidade.
Inspirada especialmente nos sambas e nas manifestações culturais populares brasileiras, a performance investiga a morte "não como fim, mas como transformação". A proposta da obra, segundo idealizadores, é refletir sobre as conexões entre corpo, chão, tradição e coletividade.
Na sinopse divulgada pela produção, “PAPANGÚ” é descrito como um “corpo-bomba” formado por fragmentos guiados pelo desejo de mudança. O texto afirma que “a carne quica e o corpo inteiro delira”, em uma narrativa marcada por forte carga simbólica e visual. A sessão desta quarta-feira (13), às 19h, promete causar mais polêmica.
Crédito: Blog do BG
Alvo de representação no MPF
O espetáculo ganhou grande repercussão após a circulação de imagens da performance nas redes sociais. A apresentação passou a ser alvo de representação protocolada no Ministério Público Federal (MPF) pelo vereador Matheus Faustino, do União Brasil.
No documento, o parlamentar questiona a realização da peça em um espaço de circulação ampla dentro da UFRN. Segundo ele, apesar da classificação indicativa para maiores de 18 anos, haveria dificuldade no controle de acesso de menores ao local.
A representação solicita investigação sobre possíveis irregularidades administrativas, análise de eventual violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e envio de documentos relacionados ao financiamento do projeto. O caso aguarda análise do MPF.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa
Política de Privacidade e, ao continuar navegando,
você concorda com essas condições.