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Publicado em 10/11/2025, às 13h03 Nathalia Quiereguini
Imagine um mundo coberto por uma espessa camada de gelo, mas com um oceano líquido escondido logo abaixo da superfície. Segundo o Click Petróleo e Gás, esse é Europa, uma das luas de Júpiter, e também um dos lugares mais promissores para a busca por vida fora da Terra.
Desde as primeiras observações, cientistas perceberam que havia algo diferente ali. A superfície de Europa, marcada por fraturas e quase sem crateras, indica que o gelo está em constante movimento, sinal de que há algo ativo sob ele.
E os estudos confirmaram: existe um oceano salgado com mais água do que todos os oceanos da Terra juntos.
Mas como essa água consegue permanecer líquida, estando tão longe do Sol? A explicação está na força gravitacional de Júpiter.
A lua é constantemente comprimida e esticada pela gravidade do planeta gigante, um processo que gera calor interno e impede que o oceano congele completamente. É como se Júpiter fosse o “aquecedor natural” de Europa.
Além disso, o contato entre essa água e o núcleo rochoso da lua pode gerar reações químicas, liberando energia e compostos que, aqui na Terra, sustentam ecossistemas nas profundezas dos oceanos, locais onde a luz solar nunca chega, mas a vida floresce mesmo assim.
Essas condições, água, energia e moléculas orgânicas, formam o trio essencial para o surgimento da vida.
Por isso, Europa se tornou o foco de grandes missões espaciais. A Europa Clipper (NASA), que deve chegar ao sistema de Júpiter na próxima década, fará voos rasantes para estudar seu gelo, atmosfera e possíveis plumas de vapor.
Já a JUICE (ESA) vai investigar outras luas geladas, ampliando o conhecimento sobre esses mundos escondidos.
Se a vida existir em Europa, mesmo que em forma microbiana, isso pode mudar para sempre a forma como entendemos o universo, mostrando que a vida pode florescer em lugares muito além da Terra.
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