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Publicado em 10/11/2025, às 12h37 Marina Gonçalves
O universo sempre apresenta descobertas inesperadas. Mesmo após décadas de observação, ainda existem fenômenos que desafiam a compreensão e indicam que há muito mais a ser explorado.
A novidade mais recente, segundo o portal Click Petróleo e Gás, é que os astrônomos identificaram dois asteroides metálicos próximos à Terra. Esses corpos celestes têm uma composição tão rica em ferro, níquel e cobalto que, teoricamente, poderiam superar todas as reservas desses metais no planeta.
A descoberta desses asteroides, classificados como M-type ou metálicos, foi anunciada em 2025 por pesquisadores do Planetary Science Institute e do Jet Propulsion Laboratory (NASA).
Com densidade e refletividade muito superiores às rochas comuns, alguns desses asteroides se aproximam da Terra e podem ser alvos de pesquisas científicas e mineração espacial.
Segundo relatório da Society for Mining, Metallurgy & Exploration (SME), os asteroides 1986 DA e 2016 ED85 apresentam assinaturas espectrais que indicam uma composição quase totalmente metálica, com ferro, níquel e cobalto em proporções jamais registradas na Terra.
O 1986 DA, com aproximadamente 3 quilômetros de diâmetro, poderia abrigar até 26 bilhões de toneladas desses metais, quantidade suficiente para suprir toda a indústria siderúrgica terrestre por séculos.
Embora o valor exato seja incalculável, estimativas sugerem que o material poderia ultrapassar US$ 10 trilhões caso fosse possível extrair e transportar os metais para uso industrial.
Ferro, níquel e cobalto são fundamentais para a tecnologia moderna. O ferro sustenta a infraestrutura, o níquel é usado em ligas resistentes e baterias, e o cobalto aparece em veículos elétricos, turbinas e satélites.
O crescimento acelerado da produção de baterias e equipamentos tecnológicos pressiona a disponibilidade de ferro, níquel e cobalto na Terra. Nesse cenário, os asteroides metálicos recém-descobertos aparecem como uma alternativa valiosa, capaz de fornecer metais estratégicos para sustentar inovação e energia limpa.
Os asteroides metálicos são possivelmente restos de planetas primitivos fragmentados há bilhões de anos, durante um período caótico de colisões no Sistema Solar.
Originados de núcleos derretidos que se solidificaram e depois foram expostos por impactos violentos, eles têm densidade elevada, chegando a 7 g/cm³, e refletem a luz solar de forma característica, como metais refinados.
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