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Publicado em 10/11/2025, às 12h46 Nathalia Quiereguini
Os golfinhos que habitam o rio Indo, no Paquistão, estão vivendo, em média, sete anos a menos do que outras populações da mesma espécie ao redor do mundo.
Segundo o Click Petróleo e Gás, o alerta veio de um estudo publicado recentemente na revista Frontiers in Marine Science, que revelou os impactos crescentes da ação humana sobre esses mamíferos aquáticos.
Os pesquisadores apontam que a principal causa para a redução da expectativa de vida é a poluição intensa nas águas do rio, provocada pelo descarte de resíduos industriais, agrícolas e urbanos.
Além disso, a construção de barragens e o aumento do tráfego de embarcações modificaram o habitat natural desses animais, fragmentando o ambiente e dificultando o deslocamento dos golfinhos entre diferentes áreas do rio.
Com menos espaço e alimentos disponíveis, os golfinhos acabam mais vulneráveis a doenças e acidentes. A pesca também representa um risco: muitos animais ficam presos em redes ou sofrem ferimentos graves ao tentar escapar.
O golfinho do rio Indo já é considerado uma espécie ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Hoje, restam menos de dois mil indivíduos na região. O estudo mostra que os jovens estão morrendo antes de alcançar a idade adulta, o que reduz ainda mais as chances de recuperação populacional.
Os cientistas defendem medidas urgentes para conter a degradação do rio, como o controle de poluentes, a criação de zonas de proteção e a conscientização das comunidades locais.
Segundo os pesquisadores, os golfinhos do Indo são indicadores importantes da saúde do ecossistema. Quando eles sofrem, todo o ambiente aquático está em risco.
A pesquisa reforça que preservar o rio Indo é mais do que salvar uma espécie: é garantir o equilíbrio ambiental e a sobrevivência de uma das formas de vida mais emblemáticas dos rios asiáticos.
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