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Publicado em 04/12/2025, às 11h11 Nathalia Quiereguini
A “Lei do Retrovisor” está em vigor desde outubro de 2025 e estabelece novas regras para retrovisores e sistemas de câmeras em veículos produzidos no Brasil.
A legislação permite que os espelhos tradicionais de vidro sejam substituídos por sistemas de câmeras e monitores, conhecidos como Camera Monitor Systems, desde que certificados e capazes de oferecer visão clara e abrangente.
A norma, de acordo com o site Garagem 360, segue padrões internacionais, incluindo diretrizes da ONU e dos Estados Unidos, permitindo que caminhões e carros elétricos modernos adotem essas tecnologias.
A implementação da lei ocorreu de forma escalonada:
Atualmente, todos os veículos novos devem atender às exigências de campo de visão e acabamento estabelecidas pela legislação.
Proprietários de veículos mais antigos não precisam substituir retrovisores que estejam em bom estado.
Entretanto, caso seja necessário substituir o equipamento, o novo retrovisor deve obedecer às regras atualizadas.
Para motos, a lei é rigorosa: a área refletora não pode ser inferior a 69 cm², e espelhos puramente estéticos são considerados ilegais.
O descumprimento das regras é classificado como infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro.
Motoristas que circularem com retrovisores quebrados, remendados ou fora das especificações técnicas podem receber multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. Além disso, o veículo pode ser retido até que seja regularizada.
A lei tem como objetivo ampliar a segurança no trânsito, reduzindo pontos cegos e modernizando o parque automotivo. Apesar da tecnologia oferecer maior visibilidade, muitos condutores ainda preferem os espelhos tradicionais.
A legislação permite inovação, mas impõe regras claras para garantir que todos os equipamentos, novos ou substitutos, proporcionem segurança ao motorista e aos demais usuários da via.
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