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Canetas emagrecedoras: o produto que virou negócio dos criminosos na Bahia; entenda

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Entenda como a popularidade das canetas emagrecedoras atraiu criminosos e gerou um aumento nos assaltos a farmácias na Bahia.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 27/11/2025, às 13h23   Marina Gonçalves



Nos últimos anos, as chamadas “canetas emagrecedoras” ganharam bastante popularidade. Isso porque a procura por soluções rápidas para emagrecimento e estética fez desses produtos um destaque no mercado.

Apesar de sua popularidade, as canetas emagrecedoras também têm chamado atenção de criminosos em várias partes do país, incluindo a Bahia. Segundo o portal Correio 24 Horas, a Polícia Civil registrou mais de 200 ocorrências envolvendo drogarias de Salvador apenas entre janeiro e setembro.

Segundo o Sindicato dos Farmacêuticos da Bahia (Sindifarma), apenas o mês de novembro já contabiliza 22 ocorrências envolvendo farmácias no estado, e seis desses casos aconteceram durante o último final de semana.

Operação Apotheke

A Operação Apotheke foi deflagrada recentemente pela polícia para enfrentar um grupo especializado de crimes desse tipo na capital e na Região Metropolitana de Salvador.

As investigações identificaram mais de dez suspeitos responsáveis pelos crimes em drogarias. Durante a operação, as equipes da polícia também buscaram armas de fogo, drogas e outros materiais ilícitos.

Reprodução/Unsplash
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O motivo por trás dos assaltos

Ainda segundo o portal, o diretor da Sindifarma, Gibran Sousa, aponta que parte do aumento nos assaltos pode estar ligada às regras mais rígidas para a venda desses medicamentos. Atualmente, as farmácias só liberam os produtos com a receita em mãos.

Segundo o diretor, o preço elevado das canetas emagrecedoras também contribui para que elas se tornem alvo frequente de roubos. “Se você pegar um outro medicamente, às vezes é preciso juntar grandes unidades para dar um bom valor. Quem rouba 20 canetas emagrecedoras, já consegue R$ 20 mil”, declara Sousa.

Uma fonte anônima também apontou ao portal que facções criminosas podem ver nesses remédios uma forma de compensar perdas recentes com as operações da polícia, seja de dinheiro, armas ou munição. A venda clandestina desses produtos, portanto, poderia representar uma amenização na renda desses grupos.

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