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Publicado em 27/10/2025, às 16h29 Nathalia Quiereguini
Durante anos, a recomendação de beber dois litros de água por dia foi tratada quase como uma lei universal. Mas a ciência vem mostrando que essa “regra” pode não fazer tanto sentido assim, segundo o Gazeta de SP.
Isso porque as necessidades de hidratação mudam conforme o estilo de vida, o clima, a alimentação e até o metabolismo de cada pessoa.
A quantidade ideal de água varia muito de pessoa para pessoa. Quem pratica atividades físicas intensas, vive em regiões quentes ou tem uma rotina agitada naturalmente precisa repor mais líquidos.
Já quem trabalha em ambientes climatizados ou tem uma vida mais sedentária pode precisar de menos.
Outro ponto importante é o peso e a composição corporal. Pessoas com mais massa muscular tendem a precisar de mais água, já que os músculos armazenam uma quantidade maior de líquidos.
Enquanto isso, o corpo de quem tem mais gordura demanda menos, proporcionalmente.
Com o passar dos anos, a sensação de sede diminui, e isso faz com que muitos idosos bebam menos água do que o necessário.
Além disso, a função renal também muda, o que pode alterar a forma como o corpo retém e elimina líquidos.E tem mais: a alimentação também conta.
Frutas, legumes, sopas e até bebidas como leite e chá são fontes de hidratação. Ou seja, nem toda a água que seu corpo precisa vem diretamente do copo.
Pesquisas recentes sugerem que a maioria das pessoas precisa de algo entre 1,3 e 1,8 litro de líquidos por dia, mas esse número deve ser ajustado à realidade individual.
O ideal é observar os sinais do corpo: boca seca, urina escura e cansaço excessivo podem indicar que é hora de se hidratar.
Não existe fórmula única. Beber água demais também pode causar desequilíbrios, como a chamada intoxicação hídrica.
Por isso, o melhor é manter a hidratação de forma consciente, adaptando o consumo à rotina, ao clima e às necessidades do próprio corpo.
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